- Lula cobrou seus ministros para defender o Brasil diante de possíveis novas sanções dos EUA, que podem somar até 37,5% no acumulado desta semana.
- A cobrança ocorreu na última reunião ministerial do semestre, com a Esplanada reconfigurada após a saída de ministros que disputarão as eleições.
- O presidente pediu discurso unificado e afirmou que o Brasil não pode ser tratado como uma republiqueta insignificante, nem que o país se negou a negociar com os Estados Unidos.
- Lula criticou Donald Trump pela forma de anunciar tarifas pelas redes sociais e citou o secretário de Estado americano Marco Rubio, dizendo que é “um latino-americano frustrado”.
- O governo dos Estados Unidos já havia anunciado tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mais uma tarifa adicional de 10,5% por suposta falha no combate ao trabalho forçado, incluindo críticas ao PIX.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quarta-feira (3) que seus ministros adotem um discurso único de defesa do Brasil diante das novas sanções previstas pelos EUA. As sobretaxas podem chegar a 37,5% no acumulado até esta semana, segundo anúncios recentes.
A cobrança ocorreu durante a última reunião ministerial do semestre, com a Esplanada passando por mudanças após a saída de nomes que concorrerão às eleições de outubro. Lula afirmou que o Brasil vive um momento decisivo e não pode aceitar o tratamento dado pelo governo americano.
O chefe do Planalto criticou o anúncio feito pelos EUA por meio das redes sociais, enfatizando que a negociação deve ocorrer por canais diplomáticos. O presidente citou ainda a reação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que, desde encontro privado com Trump, ministérios e técnicos vinham discutindo as alegações norte-americanas.
Segundo o governo vizinho, os EUA impuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados, como parte da conclusão da investigação da Seção 301. Além disso, houve uma tarifa adicional de 10,5% devido a alegadas falhas no combate ao trabalho forçado na produção de bens.
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