- Lula pediu uma ligação de Donald Trump para esclarecer a proposta de taxação de 25% sobre o Brasil e disse que aguarda um telefonema para entender o que aconteceu na ausência de ambos.
- O anúncio ocorreu quase um mês após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, quando um grupo de trabalho bilateral foi prometido; desde então houve apenas uma reunião.
- O Pix é apontado como alvo principal da disputa; governo brasileiro afirma defender o mecanismo como patrimônio nacional e não fará mudanças na legislação para beneficiar empresas estrangeiras.
- O governo dos Estados Unidos cita práticas comerciais brasileiras consideradas irrazões; o relatório do USTR é citado para justificar a sobretaxação.
- A decisão final sobre a taxação está prevista para 15 de julho, com o tema sendo debatido entre Brasília e Washington, e críticas de que as novas tarifas são injustas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou hoje uma ligação de Donald Trump para esclarecer a proposta de taxação de 25% sobre o Brasil. O pedido ocorreu durante evento em Catalão, Goiás, após anúncio feito na madrugada. A focalização é a reação ao timing da medida.
Lula afirmou que o acordo não foi discutido entre os dois empresários e cobrou explicações sobre o ocorrido na ausência de uma negociação entre ministros. O governo brasileiro havia dado 30 dias para alinhamento entre as equipes, prazo que vence em julho.
O governo dos EUA aponta práticas comerciais consideradas irrazoáveis do Brasil como justificativa para a sobretaxa. O Palácio do Planalto, porém, destacou o Pix como elemento central do atrito, citado repetidamente no relatório do USTR.
Pix como alvo
Interlocutores do governo avaliam que o alvo principal é o Pix, ferramenta de pagamentos instantâneos do Banco Central. Lula ressaltou a defesa do mecanismo como patrimônio nacional, sem abrir espaço para alterações na legislação.
Membros da equipe econômica reiteraram que não há espaço para mudanças no Pix. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Pix continuará protegido pela soberania financeira do Brasil.
O governo brasileiro divulgou nota afirmando que o Pix é infraestrutura pública e gratuita, com ampla adesão popular. Empresas estrangeiras participam do ecossistema, segundo a mensagem oficial.
As negociações entre Brasil e EUA seguem sem nova reunião anunciada além da já realizada. Atualmente, a decisão final sobre a taxação está prevista para o dia 15 de julho, conforme estimativas do governo brasileiro.
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