- Um casal britânico, Craig e Lindsay Foreman, de 53 anos, perdeu o recurso contra as condenações por espionagem impostas em fevereiro, recebendo dez anos de prisão.
- O casal foi preso em janeiro de 2025, durante uma viagem mundial de moto pela região, e a família diz que não houve possibilidade de assistir ao próprio recurso.
- Segundo a família, os Foreman não puderam acompanhar a audiência de apelação e não sabem detalhes sobre os documentos que teriam sido assinados.
- No momento, a família relata que Craig está em greve de fome há 25 dias e Lindsay há 16 dias na prisão de Evin, em Teerã, com comunicação interrompida pelas autoridades iranianas.
- O Ministério das Relações Exteriores e Comércio Internacional do Reino Unido afirmou estar trabalhando para a libertação dos britânicos, mantendo contato com autoridades iranianas e com familiares.
Craig e Lindsay Foreman, um casal britânico de 53 anos, perdeu o recurso contra a condenação por espionagem no Irã. A decisão ocorreu após o casal ter sido condenado a 10 anos de prisão em fevereiro, segundo informações familiares.
Os Foreman foram presos em janeiro de 2025, durante uma viagem de moto ao redor do mundo, quando cruzavam o Irã. Eles sempre negaram as acusações. A família, da região de East Sussex, afirma que não puderam acompanhar a audiência de apelação.
A defesa alega falta de acesso aos argumentos apresentados em nome do casal e relata que eles teriam assinado documentos que não podiam ler. A família informou que o caso já foi encaminhado ao Supremo.
Segundo a família, Lindsay está em seu 16º dia de greve de fome e Craig no 25º dia, ambos no complexo prisional de Evin, em Teerã, com comunicação com o exterior interrompida.
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido (FCDO) confirmou que mantém atuação para a localização e a libertação dos britânicos. Diplomatas visitam os detidos e organizam ligações com familiares no Reino Unido.
Reação diplomática
O FCDO informou que continuará a defender a libertação dos cidadãos britânicos detidos e que o caso tem acompanhamento contínuo por parte do embaixador em Teerã, além de autoridades em Londres. O ministério ressaltou que, desde a prisão, tem proporcionado assistência consular.
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