- Cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas no domingo (31) para eleger o presidente para o período de 2026 a 2030; três candidatos aparecem com mais chances de ir ao segundo turno, em 21 de junho.
- Os favoritos, segundo pesquisas, são Ivan Cepeda (esquerda), Paloma Valência (direita tradicional) e Abelardo de La Espriella (extrema direita).
- Ivan Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, lidera as sondagens e pode chegar ao segundo turno; sua vice é Aida Quilcue.
- A eleição ocorre em meio a debates sobre a continuidade ou revisão da política Paz Total, e sobre a relação da Colômbia com os Estados Unidos.
- Em agosto de 2025, Uribe foi condenado em primeira instância por fraude processual e suborno de testemunhas no caso dos falsos positivos; Cepeda esteve envolvido nas informações contra Uribe.
Cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas no próximo domingo para escolher o presidente que comandará o país entre 2026 e 2030. Ao todo, 14 candidatos disputam a vaga, com três nomes liderando as projeções para ir ao segundo turno, marcado para 21 de junho. O voto não é obrigatório.
O pleito ocorre em um momento de acirrada disputa entre as forças de esquerda, representadas pelo Pacto Histórico, e a direita tradicional. Iván Cepeda, Paloma Valência e Abelardo de La Espriella aparecem como favoritos nas pesquisas, segundo levantamento recente. Cepeda é aliado de Gustavo Petro, ex-presidente e figura central do pleito.
Ivan Cepeda, senador ligado a Petro, lidera as intenções de voto com favorecimento levado a um possível segundo turno. A chapa de Cepeda tem Aida Quilcue como vice. O histórico de atuação dele inclui defesa dos direitos humanos e enfrentamento a figuras da direita colombiana.
Paloma Valência, senadora do Centro Democrático, representa a direita tradicional e é crítica dos acordos de paz com as Farc. Abelardo de La Espriella surge como outsider da corrida, elogiando lideranças da extrema-direita na América Latina e nos EUA. Ele é advogado de carreira e multimilionário.
Entre temas centrais, a segurança pública e a política de paz são pontos de debate. Petro defende a chamada Paz Total, que combina repressão e negociações com grupos armados. Crises recentes destacam continuidade da violência mesmo após acordos de paz assinados em 2016.
A geopolítica regional também figura no discurso. Analistas destacam que a eleição pode influenciar o alinhamento da Colômbia com os EUA ou com demais governos da região, especialmente diante de relações com o Brasil e com lideranças da esquerda latino-americana.
A situação interna inclui casos envolvendo governos passados. Um exemplo é o ex-presidente Álvaro Uribe, condenado em primeira instância em 2025 por fraude processual e suborno de testemunhas no caso dos falsos positivos, processo que foi revertido em segunda instância. Cepeda participou de investigações sobre o tema.
Pesquisas indicam que a popularidade do governo Petrista cresceu desde reformas sociais implementadas no mandato de Petro. Em 2025, o salário mínimo teve reajuste expressivo, o que contribuiu para o apoio público. Contudo, a volatilidade das intenções de voto deixa o segundo turno em aberto.
Analistas observam que a diferença entre as candidaturas direita e esquerda é marcada por propostas de segurança diferenciadas. Enquanto Cepeda defende uma combinação de medidas, Valência e Espriella defendem abordagens mais agressivas de combate à violência.
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