- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou Cuba contra obter armas que possam alcançar a base de Guantánamo, durante visita ao local.
- Washington intensifica a pressão sobre Cuba, com sanções e bloqueio petrolífero, e o ex-presidente Donald Trump sinalizou que Cuba pode ser alvo de pressões futuras.
- Hegseth afirmou que seria imprudente o governo cubano tentar adquirir tipos de armas que atinjam a base ou território americano.
- Reportagem da Axios, publicada no mês passado, afirmou que Havana teria mais de trezentos drones militares e discutia usá-los para atacar Guantánamo,navios norte‑americanos e possivelmente a Flórida.
- Além de Guantánamo, Hegseth iria a Tampa, na Flórida, sede do Comando Central dos Estados Unidos, que supervisiona operações na região; a agenda inclui visitas recentes de outras autoridades americanas a Cuba.
Pete Hegseth alertou Cuba contra a aquisição de armas durante uma visita à base militar de Guantánamo Bay, no território ocupado pelos EUA. O objetivo é evitar que o país mergulhe em confrontos que possam atingir a base ou o território americano.
Washington vem aumentando a pressão sobre Havana com sanções e um bloqueio de petróleo. As ações são parte de uma linha de endurecimento que, segundo o governo americano, pode colocar Cuba como próximo alvo após a Venezuela.
Segundo a reportagem da Axios, Cuba estaria adquirindo drones militares, com relatos de mais de 300 unidades e discussões sobre uso para atacar Guantánamo, navios americanos e possivelmente a Flórida. As informações citam aquisição de drones de Rússia e Irã desde 2023.
Havana rebateu as acusações, com o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, classificando as alegações como infundadas e parte de uma estratégia de desgaste por parte dos EUA.
Detalhes adicionais
Além de Guantánamo, Hegseth também deveria visitar Tampa, na Flórida, sede do Comando Central dos EUA (Centcom), que supervisiona operações na região do Oriente Médio e o monitoramento do Irã.
A viagem de Hegseth é a segunda do secretário à base de Guantánamo, mantendo uma série de visitas de altos funcionários dos EUA à região. Autoridades norte-americanas já tiveram encontros com lideranças militares cubanas em visitas recentes.
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