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Kiev e Starobelsk, símbolos de um maio sangrento na guerra da Ucrânia

Rússia avisa novos ataques contra Ucrânia após tragédias em Kiev e Starobelsk, com ONU destacando o aumento de vítimas civis em 2026

Yana Lantratova, comisionada rusa de Derechos Humanos, habla a los periodistas llevados en un viaje organizado por el kremlin a Starobelsk, en la región ucrania de Lugansk, bajo ocupación rusa, mientras sostiene fotos de lo que Rusia afirman son víctimas de un ataque de Kiev, el 24 de mayo.
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  • Em maio, Kiev e Starobelsk simbolizam um aumento das mortes civis no conflito, com dezoito a vinte e quatro civis mortos em Kiev (14 de maio) e 21 civis mortos em Starobelsk (22 de maio. )
  • A ONU informou que, até abril de 2026, pelo menos 815 civis haviam morrido; até a metade de maio, outros 71 civis foram registrados como mortos.
  • O Kremlin acusa Kiev de genocídio e promete continuar ataques contra centros de decisão em Kiev; Kiev não divulgou explicação sobre o ataque a Starobelsk.
  • Jornalistas convidados pelo Kremlin foram à Starobelsk sob restrições de acesso, com autoridades controlando entrevistas e museus; relatos indicam que houve tentativas de silenciar testemunhas.
  • No mesmo período, houve bombardeios massivos a Kiev com drones e mísseis, incluindo o ataque com o míssil hipersônico Oréshnik, somando centenas de aeronaves e impactos, ampliando a violência urbana.

Na oscilaçao entre violência e diplomacia, Kiev e Starobelsk aparecem como símbolos de um maio marcado por ataques e mortes civis na guerra entre Rússia e Ucrânia. Moscou avisa que haverá novos ataques contra território ucraniano.

Até agora, o mês de maio registra dezenas de civis mortos em estradas, escolas e edifícios residenciais no marco do conflito em Donbass e em áreas sob ocupação russa. A violência se intensifica conforme a frente estaciona e os civis passam a abrigar tropas em estruturas civis, para dificultar ataques de drones.

No dia 22 de maio, uma ofensiva aérea deixou 21 civis mortos em Starobelsk, região de Lugansk, ocupada desde 2022. Em Kiev, um ataque de maior escala anterior resultou em 24 mortes, incluindo crianças, em 14 de maio. Os números são contestados entre as partes, com relatos divergentes sobre a presença de militares em áreas civis.

Ao longo deste mês, a ONU monitorou aumento de vítimas civis: 815 até abril e 71 até meados de maio, conforme balanços da organização. A entidade adverte que a contagem pode subestimar a realidade, por limitações de verificação em zonas de conflito.

Contexto e reações

O Ministério de Relações Exteriores russo pediu que estrangeiros deixem Kiev, citando uma campanha de ataques a centros de decisão ucranianos. Moscou justifica as ações como resposta a supostos violações do direito humanitário na operação em Starobelsk, embora as informações sobre vítimas variem entre relatos oficiais.

O Exército ucraniano afirma ter atingido alvos militares russos em Starobelsk e nas proximidades. Quinzenalmente, Kiev também relata ações contra alvos de capacidades russas em áreas sob ocupação, como Henichesk, no sul. A narrativa envolve acusações mútuas de ataques a alvos civis.

Relatos de jornalistas europeus indicam que as operações ocorreram sob forte cerceamento de imprensa. Autoridades russas organizaram visitas controladas a Starobelsk para propaganda, dificultando o contato com moradores e vítimas. Mesmo assim, há relatos de danos extensos em escolas e residências.

Pelo Kremlin, oficiais destacam que a tragédia não fica sem resposta, sem detalhar planos ou prazos. Em contrapartida, Kiev não apresenta explicações públicas sobre todos os incidentes, mantendo silêncio em alguns casos.

As mortes de Starobelsk, cujos nomes oficiais variam entre as fontes, incluem principalmente jovens entre 18 e 23 anos, segundo a lista divulgada pelas autoridades russas. Defesa de que crianças estavam entre as vítimas é tema de disputas entre as partes.

Embora a narrativa vá além dos números, a guerra continua a colocar civis no centro do conflito, com cada lado atribuindo responsabilidade pelos ataques e pedindo apoio internacional em um momento de tensão crescente entre Kiev e Moscou.

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