- Nove dos onze australianos que participaram da Global Sumud Flotilla chegaram à Austrália após ficarem detidos em Israel desde 18 de maio.
- Eles afirmam ter sido abusados, torturados e humilhados em prisão israelense, com relatos como detenção sob arma, desnudamento, agressões físicas e suposta violência sexual.
- Ao menos outros ativistas também relatam episódios de violência, ferimentos como fraturas e concussões, além de condições de privação de alimentação, água e acesso a advogado.
- Israel nega as acusações, dizendo que prisioneiros foram tratados conforme a lei; o embaixador de Israel na Austrália afirmou que nenhum dos detidos foi ferido.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese disse que não responderia sem contato prévio com as pessoas; ativistas pedem reunião e cobrança de sanções ou reavaliação de relações com Israel.
Os ativistas australianos retornaram à Australia após ficar detidos em Israel, onde pretendiam entregar ajuda a Gaza como parte da Global Sumud Flotilla. Nove dos onze integrantes(as) do grupo desembarcaram na segunda-feira, recebidos por apoiadores em Sydney, Melbourne e Brisbane. Eles relatam ter sido física e psicologicamente maltratados durante a detenção.
Os relatos indicam que, entre as alegações, há acusações de abuso físico, humilhação e intimidação durante a custódia. Um dos integrantes, a ativista Violet CoCo, afirma ter sido detida à força, desnudada, colocada em container e alvo de agressões, com supostos registros fotográficos e privação de alimentação, água e acesso a um advogado. Outras vítimas também mencionaram violência e prisões prolongadas.
As alegações ainda não foram verificadas de forma independente pela Guardian Australia. Em resposta, a embaixada de Israel em Canberra negou maus-tratos, dizendo que todos os detidos foram tratados conforme a lei e com sensibilidade. O embaixador israelense no país afirmou que nenhum participante sofreu dano entre os mais de 400 indivíduos presentes na flotilha.
Reações políticas e diplomáticas
O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese disse não comentar sobre pedidos de reunião sem aviso prévio e reiterou que o governo já tratou da postura de Israel, inclusive em relação às ações do ministro Itamar Ben-Gvir, cuja conduta foi criticada. A Elisa de posição do governo não foi alterada pelos relatos recebidos.
Outros ativistas relataram ferimentos significativos, incluindo fraturas faciais, contusões e concussões, decorrentes de agressões durante a detenção. Participantes também mencionaram episódios de privação de água, comida e acesso a advogados, além de intimidação psicológica.
Além de CoCo, outras integrantes disseram ter sofrido abusos, incluindo violência física e sexual. A embaixada de Israel não respondeu a perguntas específicas sobre as acusações apresentadas por CoCo e por outras pessoas que desembarcaram na segunda-feira.
Contexto e próximos passos
O caso ocorre em meio a críticas internacionais sobre o tratamento a membros da flotilha. Ativistas e parlamentares australianos pedem respostas claras e uma reunião direta com autoridades, enquanto o governo mantém posição cautelosa, destacando que já tratou do tema de forma institucional. A situação permanece sob apuração e com desdobramentos políticos no âmbito regional.
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