- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não se deve pressionar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra e que o tempo está a nosso favor.
- Trump afirmou que o bloqueio aos portos iranianos continuará até que um acordo seja assinado.
- Um funcionário da Casa Branca disse que não se espera um acordo neste domingo e que pode levar dias, devido à necessidade de aprovação iraniana, incluindo pelo líder supremo.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, comentou que há possibilidade de boas notícias nas próximas horas, e que o acordo abrangeria preocupações dos EUA sobre o Estreito de Ormuz.
- A negociação envolve liberação de ativos iranianos no exterior e uma extensão de trinta dias, enquanto a questão nuclear seria tratada em etapas posteriores.
Donald Trump moderou as expectativas sobre um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração veio no domingo, 24, após sinais de progresso nas negociações. O presidente afirmou, em Truth Social, que não há pressa e que o tempo está a favor dos EUA. O bloqueio aos portos iranianos deve permanecer até a assinatura final do acordo.
Um alto funcionário da Casa Branca disse à Axios que não há previsão de acordo neste domingo. A fonte comentou que a conclusão depende da anuência de autoridades iranianas, incluindo o líder supremo Mojtaba Khamenei, o que pode levar alguns dias. O processo envolve aprovação de diferentes partes.
Antes, o secretário de Estado americano Marco Rubio revelou, em Nova Délhi, a possibilidade de boas notícias nas próximas horas. Segundo Rubio, o pacto poderia abordar a situação no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o trânsito de petróleo. O estreito tem sido ponto de discórdia entre as partes.
Segundo reportagens, a negociação contempla a liberação de alguns ativos iranianos no exterior e a prorrogação das tratativas por 30 dias. Fontes da CBS News citaram esse prazo e o desbloqueio parcial de bens, enquanto o The Wall Street Journal mencionou a extensão das conversas.
Para Washington, a questão nuclear permanece para etapas futuras. Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, indicou que um memorando está em elaboração, sem compromissos sobre as principais questões. As partes divergem sobre o alcance do programa nuclear.
Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou que um acordo deve eliminar a ameaça nuclear por meio do desmantelamento das instalações iranianas de enriquecimento. A oposição entre EUA e Israel envolve também o tema de ações no Líbano e na região, com diferentes leituras sobre desarmamento de grupos.
Na prática, a trégua existente desde 8 de abril entre Irã e EUA permanece instável. O cessar-fogo enfrentou violências antigas, incluindo ataques no Líbano e bombardeios em áreas fronteiriças. Autoridades locais relatam impactos diretos na população.
Naim Qasem, líder do Hezbollah, expressou expectativa de apoio regional a um acordo que inclua uma trégua abrangente. Ele deixou claro, porém, que o desarmamento do grupo seria considerado inaceitável por seus apoiadores, destacando a complexidade das negociações.
Outros elementos da comunicação entre as partes apontam para a continuidade das negociações em formato multilateral. A ideia é chegar a consensos que possam permitir uma redução de tensões sem abrir mão de garantias de segurança para as partes envolvidas.
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