- Trump afirmou que EUA e Irã “negociaram em grande parte” um acordo, ainda sujeito à aprovação final de ambos os países e de aliados da região.
- O rascunho do acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, conforme anunciado por Trump após conversas com líderes do Golfo.
- O presidente disse ter conversado separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre o assunto.
- Autoridades iranianas indicaram divergências e ressaltaram que as questões nucleares não estariam incluídas nas conversas iniciais, apesar de haver tendência de aproximação.
- No Irã, moradores expressaram incerteza sobre o impasse diplomático; o ministro das Relações Exteriores criticou posições dos Estados Unidos e manteve contatos com Turquia, Iraque, Catar e Omã.
Trump afirmou neste sábado que Estados Unidos e Irã já haviam negociado em grande parte um acordo, ainda sujeito à aprovação final de ambos os países e de outras na região. O rascunho prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o presidente, que sintetizou a atual fase das tratativas em Truth Social após conversas com lideranças do Golfo.
O chefe de governo informou também que manteve conversas separadas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após o contato com os líderes do Golfo. Trump afirmou que os aspectos finais do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve.
Funcionários iranianos sinalizaram divergências, com o porta-voz Esmaeil Baqaei dizendo haver uma tendência à aproximação, mas que isso não implica necessariamente um acordo em questões-chave. O governo iraniano reiterou cautela sobre o conteúdo a ser discutido.
Divergências e tensões
O negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou para uma resposta contundente caso o país seja levado a retomar a guerra. Ele afirmou que novas exigências de Washington poderiam acarretar consequências mais duras do que as registradas anteriormente. Ghalibaf participou de reunião em Teerã com o comandante do Exército paquistanês, Asim Munir.
A população iraniana viveu um período de incerteza, com relatos sobre dificuldade de planejar atividades básicas. Em Teerã, moradores destacaram o impacto da suspensão de ações cotidianas e o receio de novos conflitos, segundo relatos de testemunhas locais.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi informado pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, sobre posições contraditórias de Washington e exigências excessivas. Araghchi manteve contatos com pares da Turquia, Iraque, Catar e Omã, conforme a agência Irna.
Repercussões diplomáticas
O emir do Catar, Tamim bin Hamad Al-Thani, afirmou apoio a iniciativas de contenção da crise por meio do diálogo, segundo o escritório do líder regional. Enquanto isso, ataques israelenses no Libano continuaram, mesmo com um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah em vigor desde meados de abril.
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