- Autoridades da Líbia, no leste do país, prenderam dez membros da caravana Global Sumud Land perto de Sirte, incluindo a espanhola Alicia Armesto Núñez, enquanto negociavam passagem pelo posto de segurança.
- É a segunda vez que o grupo é impedido de transitar; a caravana já havia sido interceptada em 18 de maio, também nas proximidades de Sirte.
- O grupo principal reúne cerca de duzentas pessoas, entre elas quatro cidadões espanhóis. Armesto ficou à frente com mais nove para negociar a passagem.
- Além da espanhola, foram detidos: a polonesa Laura Kwoczala, a estadounidense Jenelle Jones, as argentinas María Paula Giménez e Lucas Ezequiel Aguilera, o uruguaio Matías Álvarez Rodríguez, a portuguesa Ana Margarida França Santana Baptista, o tunisiano Ashraf Joya e os italianos Domenico Centrone e Leonarda Alberizia.
- O Departamento de Estado dos Estados Unidos classifica o leste da Líbia como zona de alto risco, com instabilidade, presença de grupos armados, crimes e risco de explosivos sem detonar.
A caravana terrestre Global Sumud Land, visando levar ajuda humanitária a Gaza, foi interrompida no leste da Líbia. Dez membros do grupo ficaram detidos, entre eles a ativista espanhola Alicia Armesto Núñez, durante negociações para passagem perto de Sirte. A intervenção ocorreu após um controle de segurança na região.
Segundo o grupo, o trânsito foi bloqueado quando os voluntários buscavam autorização para seguir. O grupo afirmou ter ficado sem notícias por quase duas horas após o encontro com as autoridades. A ação ocorreu em meio a uma interdicação já registrada anteriormente, em 18 de maio, nos arredores de Sirte.
Quem está envolvido
O grupo principal soma cerca de 200 pessoas, incluindo quatro espanhóis. Além de Armesto, estão detidos Laura Kwoczala (Polônia), Jenelle Jones (EUA), Maria Paula Giménez e Lucas Ezequiel Aguilera (Argentina), Matías Álvarez Rodríguez (Uruguai), Ana Margarida França Santana Baptista (Portugal), Ashraf Joya (Tunísia), Domenico Centrone e Leonarda Alberizia (Itália).
Contexto e motivação
O Departamento de Estado dos EUA classifica o leste da Líbia como área de risco extremo, com grupos armados, violência e possibilidade de sequestros. A região é governada pelo marechal Khalifa Haftar desde a queda de Gadafi, em 2011, com divergências entre o leste e o oeste do país.
Desdobramentos e responsabilidades
A Grey Sumud Land informou que as negociações com autoridades locais haviam emperrado. Os ativistas destacaram que o bloqueio continuo impede a entrega de ajuda humanitária a Gaza e reforçou a necessidade de continuidade de ações civis não violentas, conforme seus princípios.
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