- EUA sinalizam avanços para um acordo com o Irã que abriria o estreito de Ormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo mundial.
- Trump, que havia dado o pacto praticamente como feito, reduz as expectativas de anúncio imediato e afirma que não devem ser apressadas as negociações.
- A proposta em discussão prevê, em duas etapas, a reabertura imediata de Ormuz e um prazo extra — em torno de 60 dias — para fechar os detalhes do programa nuclear iraniano.
- O governo iraniano negou de imediato a ideia de reabrir Ormuz, apesar de o componente ter sido citado por alguns interlocutores dos EUA.
- Mediadores paquistaneses e líderes árabes participam das conversas, com avaliações contraditórias sobre o andamento, enquanto críticos republicanos questionam os objetivos do acordo.
O governo dos Estados Unidos sinaliza a possibilidade de um acordo com o Irã para reabrir o estreito de Ormuz, uma negociação que permanece cheia de nuances e sem confirmação formal. As conversas, que ganharam trégua após semanas de declarações contraditórias, seguem sem anúncio definitivo.
Nas últimas semanas, Washington afirmou avanços nas tratativas, mas Teerã esclareceu que nem tudo está fechado. O tema central envolve a abertura de Ormuz, passagem crucial para o petróleo mundial, ao lado de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Segundo relatos de última hora, a versão dominante entre as equipes é a de um acordo em dois tempos: abrir Ormuz de imediato e conceder tempo adicional ao Irã para ajustar questões nucleares. Fontes afirmam que a coordenação entre Estados Unidos e Irã continua consistente, ainda que com detalhes em aberto.
Conforme informações recolhidas, há expectativa de que os termos para desbloquear Ormuz sejam fechados em breve. Um alto cargo da Casa Branca indicou que as negociações devem avançar nos próximos dias, com o líder supremo iraniano dando sinal verde ao esboço geral, ainda que resta produzir os detalhes.
Marco Rubio, chefe da diplomacia dos EUA, reconhece que um acordo nuclear não é simples e requer tempo. Em entrevista, ele ressaltou que não se pode fechar um acordo complexo em um curto espaço de tempo, reforçando a necessidade de cautela nas tratativas.
Caso confirmado, o acordo representaria um alívio para Washington e Teerã, além de gerar expectativas sobre o impacto regional. Israel, por outro lado, observa com ressalva um pacto que não aborda integralmente suas principais preocupações de segurança.
Negociadores paquistaneses, liderados por Asim Munir, e líderes de países árabes têm atuado de forma relevante, buscando evitar desdobramentos que levem a uma escalada regional. A atuação externa ajuda a manter o curso das negociações sob vigilância internacional.
As tratativas emergem em um momento de pressão interna para o presidente dos EUA, com avaliações sobre custos da campanha diplomática e o impacto sobre a economia. A reabertura de Ormuz aparece como o ponto mais sensível, dada a importância estratégica do estreito.
Entre questionamentos, permanece a dúvida sobre o que realmente seria alcançado com o acordo. Analistas apontam que avanços podem depender de compromissos verificáveis sobre o programa nuclear iraniano e de garantias internacionais, além de manter a estabilidade regional.
O desfecho ainda não está definido, e a imprensa internacional acompanha o desenrolar com cautela. Caso se confirme, a assinatura atuaria como um marco na relação entre Washington e Teerã, após meses de declarações conflitantes e estratégias de aproximação gradual.
Entre na conversa da comunidade