- Saif Abukeshek, ativista espanhol, chegou a Barcelona por volta das 17h30 deste domingo, após ter sido encarcerado sem acusações em Israel ao lado do brasileiro Thiago Ávila.
- Os dois foram detidos em águas internacionais durante a interceptação da flotilla Global Sumud, que saiu de Barcelona em 12 de abril com destino a Gaza.
- Após ficar 40 horas sob custódia israelense, foram expulsos; Ávila seguirá para o Brasil a partir do Egito.
- Abukeshek afirmou que Israel viola direitos humanos em qualquer momento e espaço e disse que pretende retornar à flotilla naTurquia.
- O espanhol-palestino é cofundador do Global Movement to Gaza na Espanha e destaca a defesa dos direitos dos palestinos e da cooperação humanitária.
O ativista espanhol Saif Abukeshek chegou a Barcelona neste domingo, por volta das 17h30, após passar por detenção sem acusações em Israel junto com o brasileiro Thiago Ávila. Os dois foram liberados e embarcaram separados, com Abukeshek retornando ao país de residência.
Abukeshek foi capturado em águas internacionais durante a ação contra a Flotilla Global Sumud, na qual participava como integrante de uma missão de apoio humanitário a Gaza. O exato objetivo era observar a operação, não chegar a Gaza, conforme relatos da organização. Ávila também foi detido e, após nove dias, foi decidido pela deportação de ambos.
Contexto do episódio
A flotilha partiu de Barcelona em 12 de abril com a intenção de levar ajuda humanitária ao Gaza devastado pela guerra. Em 30 de abril, o ataque marítimo israelense resultou na captura de 175 pessoas; apenas Abukeshek e Ávila permaneceram detidos para interrogatório, segundo fontes oficiais.
Desdobramentos na detenção
Israel classificou Abukeshek como suspeito de ligação com organização terrorista e Ávila como participante de atividades ilegais. O espanhol, porém, rejeitou as acusações, afirmando que a investigação foi encerrada sem apresentação a um juiz. Ele relatou que foi interrogado repetidamente sobre o motivo da participação.
Retorno a Barcelona e próximos passos
Ao retornar, Abukeshek disse que pretende voltar a integrar a flotilha, já com planos para seguir a ação em território turco. Ele lembrou as dificuldades vividas, incluída uma greve de fome durante a detenção, e pediu atenção aos presos palestinos que, segundo ele, sofrem violência e violação de direitos.
Sobre o ativista e a atuação
Abukeshek nasceu em um campo de refugiados na Cisjordânia, vive em Barcelona há cerca de duas décadas e é pai de três filhos. Ele também participa da comunidade palestina na região e atua como responsável por assuntos internacionais em um sindicato espanhol. Em 2023, já havia sido detido no Egito por uma ação visando abrir passagem humanitária para Rafah.
Entre na conversa da comunidade