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Ativista espanhol Saif Abukeshek volta a Barcelona após libertação por Israel

Saif Abukeshek chega a Barcelona após liberação de Israel; Thiago Ávila também deportado, enquanto ONG critica o processo como violação do direito internacional

Manifestación en Roma el pasado 7 de mayo contra la detención de Abukeshek y Ávila.
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  • Saif Abukeshek, ativista espanhol‑ palestino, foi liberado por Israel e voa rumo a Barcelona; o brasileiro Thiago Ávila também foi deportado.
  • Os dois foram levados por Israel a seu território após serem capturados em águas internacionais no dia 30 de abril, durante a operação que abordou navios da flotilha; permaneceram detidos sem acusações por semanas.
  • Abukeshek deverá chegar a Barcelona nas próximas horas para reunir‑se com familiares; Jaume Duch, conselheiro da Generalitat, celebrou a liberação e disse que o Govern reconhece a ajuda recebida.
  • O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou ter deportado ambos e reiterou que continuará o bloqueio naval a Gaza, classificando os ativistas como “provocadores profissionais”.
  • A Adalah, ONG que acompanhou a defesa, denunciou o caso como violação do direito internacional e criticou a detenção e o tratamento dos ativistas durante o período de prisão.

O ativista espanhol Saif Abukeshek, integrante da flotilha Global Sumud, foi libertado por Israel após ficar detido sem cargos por cerca de uma semana. Ele viajou de volta à Espanha, com parada prevista em Barcelona, onde deverá reencontrar familiares nas próximas horas. O governo espanhol confirmou a liberação.

Abukeshek, de origem palestina e portador também de passaporte sueco, foi detido em águas internacionais no dia 30 de abril, quando a guarda marítima israelense abordou 22 barcos da flotilha. O brasileiro Thiago Ávila também foi levado a território israelense, sem acusação formal até o momento.

Segundo a autoridade diplomática israelense, os dois ativistas foram deportados ao país, onde permaneceram sob custódia administrativa após interrogatórios realizados por serviços de segurança. A defesa afirma que a detenção violou normas do direito internacional e manteve-se sem acusação durante o período de detenção.

Antes de deixar o país, Abukeshek relatou em vídeo, a partir de Atenas, que continua comprometido com a causa palestina e que a libertação é apenas um passo, destacando que outros companheiros seguem navegando. A ONG Adalah descreveu o processo como uma violação grave de direitos.

Repercussões e respostas oficiais

O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou a deportação dos dois ativistas, insistindo na continuidade do bloqueio naval a Gaza. Em resposta, autoridades catalãs manifestaram alívio pela liberação, ressaltando a importância de evitar abusos durante detenções.

A gestão de Abukeshek e Ávila, que não chegaram a ser formalmente acusados em Israel, ocorreu após prorrogações de detenção autorizadas pelos tribunais locais, com base em investigações conduzidas por serviços secretos sobre atividades ligadas à flotilha.

A ONG Adalah criticou o que chamou de uso inadequado de medidas legais, enfatizando que a prisão sem acusação configura violência contra defensores de direitos humanos e solidariedade internacional com a causa palestina. Também destacou os riscos de abusos durante detenções em contextos de conflito.

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