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Mundo passa a ver os EUA como o problema, diz Fareed Zakaria

Zakaria afirma que o mundo já trata os Estados Unidos como o problema, sinalizando o fim da ordem unipolar e novas dinâmicas geopolíticas globais

Fareed Zakaria el pasado 4 de mayo, en una conferencia en Los Ángeles.
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  • Fareed Zakaria lança o livro La era de las revoluciones, que analisa quatro revoluções históricas e, no seu livro em espanhol, reflete sobre as mudanças de nosso tempo e a política externa de Donald Trump.
  • O autor sustenta que vivemos outra fase revolucionária marcada por tecnologia, economia global, geopolítica e identitarismo, com impactos semelhantes aos de revoluções anteriores.
  • Zakaria afirma que os Estados Unidos deixaram de ditar a agenda global e que o mundo passou a vê-lo como o problema, especialmente após décadas de liberalização e globalização.
  • Em entrevistas, ele comenta a relação entre EUA e outros países, critica o populismo e o iliberalismo, e analisa o papel de líderes como Donald Trump e Viktor Orbán no cenário internacional.
  • O livro também discute mudanças na região do Oriente Médio, a evolução da política externa americana e a influência de democracias emergentes, como Índia, no equilíbrio global.

Fareed Zakaria afirma que o mundo já trata os EUA como o problema central. O analista geopolítico francês/indiano agora reside em Nova York e publica um livro em espanhol que analisa quatro revoluções que moldam a humanidade. A entrevista ocorreu por videoconferência a partir de sua casa na cidade.

Zakaria lança La era de las revoluciones, publicado pela Debate, na edição em espanhol. O livro contempla 424 anos da história ocidental, destacando quatro rupturas: a revolução liberal holandesa, a Gloriosa de 1688, a Revolução Francesa falha e a revolução industrial, considerada a mãe de todas. O autor sustenta que o tempo atual também vive uma fase revolucionária.

Obras, referências e método

Na conversa com EL PAÍS, Zakaria analisa o período atual como uma fase de transformações profundas provocadas pela tecnologia, pela economia global, pela geopolítica e pela identidade. O pesquisador compara o dinamismo atual com momentos de grande mudança ocorridos entre o fim do século XIX e início do XX, marcados pela electrificação e pela industrialização.

Política externa e Trump

Conduzido pela segunda presidência de Donald Trump, o livro aborda a política externa do ex-presidente e os impactos da liderança unilateral na ordem global. Zakaria sustenta que Washington mantém grande poder, mas perdeu a capacidade de ditar agenda. Observa um recuo do liberalismo e um avanço de propostas iliberais, com tensões democráticas crescentes em diversas regiões.

Relação com a democracia e o risco de populismo

O autor analisa o surgimento de populismo e nacionalismo, apontando que a resposta não está em radicalização, mas em mudanças graduais. Em relação a Viktor Orbán, de Hungria, o estudante avalia que a derrota partidária indica perseverança de forças liberais conservadoras, ainda que o uso de retóricas nacionalistas tenha efeito sobre a base eleitoral.

Cenário internacional e equilíbrio de poder

Zakaria observa que a globalização passa por reconfigurações e que blocos como União Europeia e Canadá buscam acordos pragmáticos com China e Índia. O analista destaca que o mundo passa a tratar os EUA como um problema a ser gerido, não como único agente de liderança, marcando uma mudança de perspectiva no cenário internacional.

Oriente Médio e políticas regionais

Na leitura sobre o Oriente Médio, o geopolítico aponta que a região passa por um redesenho de alianças e interesses. A postura de Estados como Israel é analisada sob o prisma de uma nova dinâmica de poder, com impactos morais e políticos para a política externa estadunidense.

Observações sobre a imprensa e decisões editoriais

A entrevista também aborda decisões de cobertura midiática envolvendo Trump e documentários sobre o tema. A análise sugere que o foco não se restringe ao ex-presidente, mas à trajetória de acumulação de poder executivo nos últimos 40 anos.

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