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Israel libera neste sábado o ativista brasileiro Thiago Ávila

Israel libertará neste sábado Thiago Ávila e Saif Abu Keshek; após libertação, serão entregues às autoridades migratórias para expulsão

São Paulo (SP), 09/10/2025 - O ativista Thiago Ávila fala na chegada dos integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud ao aeroporto internacional de Guarulhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • Israel libertará neste sábado o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, integrantes da flotilha Global Sumud.
  • Eles foram capturados em 30 de abril pela forças israelenses, em frente à costa de Creta, durante a tentativa de levar ajuda humanitária a Gaza, ao lado de cerca de 175 ativistas.
  • Após a libertação, serão entregues às autoridades migratórias israelenses para expulsão nos próximos dias.
  • A organização Adalah informou que continuará acompanhando o caso para garantir as libertações e a expulsão; Brasil e Espanha denunciaram as detenções.
  • Anteriormente, a detenção foi estendida até domingo para investigação; as autoridades negam maus-tratos e os ativistas negam vínculos com o Hamas, com Abu Keshek tendo feito greve de fome.

Israel libertará neste sábado os ativistas Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, integrantes da última flotilha para Gaza. A operação envolve a entrega às autoridades migratórias para expulsão, segundo a ONG Adalah.

Ávila e Abu Keshek foram capturados em 30 de abril pela força de segurança israelense em frente à costa de Creta, junto com cerca de 175 ativistas de várias nacionalidades. A flotilha Global Sumud partiu da Espanha, França e Itália com cerca de 50 embarcações.

A Adalah informou que a Shabak comunicou à equipe jurídica que as libertações ocorreriam hoje, com a posterior entrega aos órgãos migratórios para detenção e expulsão. Brasil e Espanha pediram a libertação junto à ONU.

Contexto e desdobramentos

Na signalização judicial, um tribunal israelense havia ampliado a detenção até o fim deste domingo para facilitar o interrogatório. A prorrogação foi rejeitada por outro tribunal, segundo os advogados.

As autoridades israelenses acusam os dois ativistas de vínculos com o Hamas, acusação que as defesas negam. A Adalah aponta condições de detenção inadequadas e ressalta que os ativistas realizaram greve de fome, com Abu Keshek chegando a recusar água na noite de 5 de maio.

Ávila e Abu Keshek estavam entre os passageiros que caminhavam ao longo da costa de Creta, quando foram capturados; as demais pessoas da flotilha foram libertadas na Grécia pouco depois. O objetivo declarado da operação era levar ajuda humanitária a Gaza, ainda com acesso restrito.

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