Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Irã atira após tentativa dos EUA de retirar navios do Estreito de Ormuz

Ormuz em choque: EUA lança Projeto Liberdade para guiar navios neutros; Irã ataca Emirados com drones e mísseis, aumentando o risco de interrupção do tráfego

Buques cerca del estrecho de Ormuz, el pasado 11 de marzo.
0:00
Carregando...
0:00
  • Irã ataca instalação petrolífera de Emirados Árabes Unidos com drone em Fujairah e lança quatro mísseis de cruzeiro; três foram interceptados e um caiu no mar.
  • Nos EUA, o governo anuncia o Projeto Liberdade, para guiar navios mercantes neutros presos no estreito de Ormuz; Trump ameaça “borrar Irã da face da Terra” caso os ataques continuem.
  • Cerca de mil navios mercantes, com cerca de vinte mil tripulantes, estariam presos no estreito, que continua sendo visto como passagem crucial para o comércio de petróleo e gás.
  • Teerã diz ter ampliado a zona marítima sob seu controle e nega ataque direto a navio americano, apesar de relatos de que um navio de guerra dos EUA foi forçado a desviar. Um almirante americano confirmou ataque com mísseis de cruzeiro contra navios dos EUA.
  • França sinaliza não participação em operação militar; Macron defende solução diplomática para reabrir Ormuz de forma estável e sem condições.

O Irã abriu fogo contra o que chamou de tentativa dos Estados Unidos de retirar navios do estreito de Ormuz. O confronto envolve ataques de Teerã a instalações petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos e ameaças de Washington, em meio a uma operação naval dos EUA para guiar navios mercantes neutrals presos na região. A escalada ocorreu no contexto de um cessar-fogo precário entre as partes.

Na manhã de segunda-feira, Teerã anunciou ações ofensivas contra alvos no Golfo, incluindo ataques com drones contra um complexo petrolífero em Fujairah. Trabalhadores de origem indiana ficaram feridos e houve sirenes de alerta antiaérea em Abu Dhabi. Em paralelo, o Irã teria lançado quatro mísseis de cruzeiro; três foram interceptados e um caiu no mar, segundo autoridades locais.

Fontes do governo iraniano afirmaram ter dissuadido à força um navio de guerra dos Estados Unidos próximo à ilha de Jask, enquanto a Casa Branca negou as informações; um almirante dos EUA confirmou, porém, um ataque com mísseis de cruzeiro contra navios americanos. Seis navios mercantes com bandeira dos EUA supostamente cruzaram o estreito com apoio da operação de segurança naval.

Em meio à tensão, o governo do Emirados Árabes Unidos disse possuir o pleno direito de responder a ataques com mísseis e drones; o país também confirmou a intercepção de ações contra um cargueiro da Companhia Nacional de Petróleo durante a travessia por Ormuz. O país não registrou feridos entre a tripulação.

Outras ações ocorreram na região: houve um suposto ataque a um tanker sul-coreano próximo ao porto de Umm al Qaywayn sem feridos, além de declarações sobre a destruição de pequenas embarcações iranianas, segundo autoridades americanas, que foram desmentidas por Teerã.

Tensão e retórica

O comando iraniano reiterou que a segurança do estreito depende de Irã e advertiu que qualquer força estrangeira que tente se aproximar será alvo. A retórica elevada incluiu declarações do líder americano sobre a capacidade de agir caso o Irã continue os ataques.

Analistas destacam que cerca de mil navios mercantes ficam presos na região, com grande parte do comércio de petróleo mundial dependente do estreito. A zona permanece central para o abastecimento global de energia, diante de uma crise que se arrasta há semanas.

Repercussões internacionais

A operação dos EUA, denominada Projeto Liberdade, envolve destrótores com mísseis, centenas de aeronaves, plataformas não tripuladas e milhares de soldados. Diversos países acompanham as movimentações, com posições divergentes sobre como reduzir a escalada sem prejudicar o comércio.

França afirmou que não participará de ações de força e defendeu uma reabertura do estreito de Ormuz de forma coordenada entre Irã e EUA, buscando uma solução estável e duradoura, sem restrições adicionais. Autoridades internacionais ressaltam a importância de evitar novos confrontos diretos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais