- Bloomberg revelou a transcrição de uma conversa entre Viktor Orbán e Vladimir Putin em outubro de 2025, na qual o primeiro-ministro húngaro disse estar “a tu servicio” para ajudar a Rússia de qualquer forma.
- A ligação ocorreu no dia 17 de outubro, em meio a negociações entre Estados Unidos e Rússia sobre o futuro da Ucrânia; Donald Trump havia anunciado, mas não realizado, uma cúpula com Putin em Budapeste.
- Orbán afirmou que a amizade entre Hungria e Rússia teria elevado o nível de cooperação para resistir a adversários; nem o Kremlin nem o gabinete do premiê húngaro comentaram a revelação.
- A notícia ressalta a suposta subordinação de Budapeste aos interesses de Moscou e o debate sobre a influência russa na política interna da Hungria.
- Um mês depois, em novembro de 2025, Orbán visitou Moscou para assegurar o fornecimento de petróleo e gás russos, em meio a contestações eleitorais na Hungria.
Viktor Orbán e Vladimir Putin mantiveram uma conversa por telefone em outubro de 2025, revelada pela Bloomberg. O premier húngaro disse estar “à sua serviço” em qualquer forma de auxílio, em meio a negociações difusas entre Estados Unidos e Rússia sobre a Ucrânia. A ligação ocorreu no dia 17 de outubro, ao meio-dia, segundo a transcrição divulgada.
Orbán comentou que a amizade entre os países havia alcançado um novo patamar, ressaltando que quanto mais parceiros houver, maior a capacidade de resistir a adversários. Putin respondeu destacando a posição independente de Hungria em relação à guerra na Ucrânia e à União Europeia, elogiando a postura considerada moderada de Budapeste.
A conversa integra o contexto de controvérsias sobre a relação entre Hungria e a Rússia durante o período eleitoral na Hungria, com críticas à suposta subordinação de Budapeste aos interesses russos. Além disso, outra reportagem de um consórcio de jornais informou sobre trocas entre Lavrov e Szijjártó sobre sanções, acentuando o tema da influência russa.
Contexto e desdobramentos
Putin mencionou que Budapest poderia ter sido palco de uma cúpula com Trump, controversa e não realizada, enquanto Orbán participou de viagens a Moscou em 2024 e 2025. O presidente russo afirmou que a relação com Hungria se destaca pela neutralidade relativa frente a pressões europeias.
Em novembro de 2025, Orbán visitou Moscou para assegurar o abastecimento de petróleo e gás rusos, durantemente negociado em um cenário de sanções. A pauta energética é vista como elemento-chave para as eleições no país, influenciando o discurso público.
A Rede de apoio internacional também movimenta o cenário: o governo de Washington enviou o vice-presidente James Vance a Budapeste para demonstrar apoio a Orbán, em meio a disputas eleitorais e a tensão entre ocidente e leste europeus.
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