- Os EUA e o Irã rejeitaram propostas de cessar-fogo; Trump fixou prazo de 24 horas para que Teerã concorde em reabrir o Estreito de Hormuz ou sofra ataques.
- Paquistão apresentou o Acordo de Islamabad, com cessar-fogo de quarenta e cinco dias, reabertura de Hormuz e até quinze a vinte dias de negociações, mas o Irã rejeitou a estrutura.
- Teerã apresentou uma contra-proposta de dez pontos, pedindo fim definitivo das hostilidades, garantias contra novos ataques, fim de sanções internacionais e recuperação financeira; disse não confiar na palavra dos EUA.
- O presidente norte‑americano disse que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo, mas afirmou que os norte‑americanos querem retornar para casa; pesquisas indicam pessimismo público sobre a guerra.
- Israel afirmou que continuará atingindo infraestrutura iraniana e líderes, após reivindicar responsabilidade pela morte de um chefe de inteligência das Forças Revolucionárias; foram apontadas ações em plantas petroquímicas iranianas.
O governo dos Estados Unidos e o Irã rejeitaram propostas de cessar-fogo apresentadas nas últimas negociações. Trump exigiu, em prazo de 24 horas, que Teerã aceite um acordo de paz e reabra o Estreito de Hormuz sob ameaça de ataques de grande escala. A posição foi anunciada após declarações públicas e mensagens em redes sociais.
O Irã respondeu com uma contraproposta de 10 pontos, buscando garantias de que o conflito será encerrado com segurança e com alívio de sanções. Teerã também condicionou a reconstrução e a proteção contra ataques a acordos verificáveis de fim de hostilidades, além de exigir que os bloqueios internacionais sejam suspensos.
Palestais de Islamabad apresentaram uma proposta de cessar-fogo de 45 dias, com trégua imediata e retomada do comércio de Hormuz, seguidos de 15 a 20 dias de negociações para um acordo mais amplo. Washington não deu sinal definitivo de aceitação ou recusa, mantendo a negociação sob pressão.
O Departamento de Estado informou que os Estados Unidos veem a contraproposta iraniana como um avanço limitado, reconhecendo, porém, que não atende plenamente às exigências de cessar-fogo imediato. Um porta-voz ressaltou que qualquer acordo deve garantir que o Irã não seja atacado e que haja supervisão internacional.
Paralelamente, Israel intensificou ações contra alvos próximos ao território iraniano, anunciando ações para neutralizar infraestrutura crítica e lideranças. Autoridades de Tel Aviv também atribuíram a responsabilidade por ataques que teriam visado quadros da Guarda Revolucionária, em meio a tensões regionais acentuadas.
Na cena internacional, pesquisas de opinião indicam pessimismo entre os norte-americanos quanto à continuidade da guerra com o Irã, com alta preocupação sobre vidas de militares. Enquanto isso, a cooperação entre potências permanece tensa, com vigilância aumentada sobre o Irã e seus aliados na região.
O próximo movimento diplomático envolve negociações entre EUA, Irã e mediadores regionais para definir um cronograma de cessar-fogo e de diálogo sobre um acordo de segurança regional. A expectativa é por clareza sobre prazos, sanções e garantias de compliance, sem conclusões precipitadas.
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