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Lula vai a Bogotá para cúpula sobre tensões na região

Lula vai a Bogotá para a Celac tratar tensões regionais e segurança alimentar, buscando consolidar a região como zona de paz

Luiz Inácio Lula da Silva participa de cerimônia de assinatura de decretos que regulamentam o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente - ECA.
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  • Lula viaja na noite de sexta-feira, 20 de março, para Bogotá para a 10ª Cúpula da Celac, que ocorre no sábado, 21, com a presença de convidados africanos.
  • O objetivo do encontro é reforçar a América Latina como área de paz, discutindo segurança alimentar, energética e tensões regionais.
  • O Itamaraty manifestou grave preocupação com relatos de mortes na fronteira Colômbia-Equador; a embaixadora Gisela Padovan disse que a situação na fronteira amenizou.
  • O Brasil deve anunciar doações humanitárias a Cuba, incluindo arroz, feijão e leite em pó, via Programa Mundial de Alimentação; a declaração final ainda não está definida.
  • A Celac congrega 33 países, com o Brasil mantendo fluxo comercial de cerca de R$ 100 bilhões na região; a presidência da Celac será transferida da Colômbia para o Uruguai, que apresentará prioridades, incluindo plano de segurança alimentar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja na noite de sexta-feira para Bogotá, onde participa da 10ª Cúpula da Celac, realizada no sábado. O encontro reúne países latino-americanos e caribenhos para debater segurança, paz regional e cooperação, com a participação de representantes africanos como convidados.

Além de Lula, estão confirmados o colombiano Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Estarão presentes ao menos 20 chanceleres, reforçando o caráter multilateral da reunião. A embaixadora Gisela Padovan, da Secretaria de América Latina e Caribe do Itamaraty, destacou o compromisso brasileiro com a integração regional.

Tensões

O Itamaraty manifestou preocupação com relatos de mortes na fronteira Colômbia-Equador, ainda não totalmente esclarecidos. A embaixadora informou que a situação na fronteira teve redução de tensões recentes. Um dos itens esperados na declaração final é reiterar que a região deve se manter como zona de paz.

A embaixadora também mencionou a atuação humanitária do Brasil, com doações de medicamentos e alimentos à população cubana, em linha com o comprometimento regional. Sobre Cuba, afirmou que a forma da declaração ainda depende de discussões que ocorrerão até o fechamento da cúpula.

Fluxos comerciais

A Celac reúne 33 países, com 20 milhões de km² e 650 milhões de pessoas. O Brasil mantém fluxo comercial com a região em torno de R$ 100 bilhões, cifra superior à dos vínculos com a UE e os EUA e próxima aos números com a China. Seguem-se, no abastecimento, manufaturados que chegam à região.

A embaixadora ressaltou que a América Latina e o Caribe formam uma potência agroalimentar, produzindo alimentos para três vezes a sua população. O encontro visa avançar iniciativas concretas, como o plano de segurança alimentar e nutricional, com avaliação de mecanismos de resposta a desastres. Ao final, deve haver uma declaração comum.

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