- Japão e Austrália disseram não ter planos de enviar navios para o estreito de Hormuz, apesar da pressão dos EUA.
- Trump afirmou ter contatado sete países para apoiar a passagem de navios pelo estreito, sem divulgar nomes.
- O estreito de Hormuz, vital para o petróleo, permanece bloqueado por Teerã, afetando energia e comércio globais.
- O governo japonês informou que não há decisão de enviar navios de escolta e que avalia ações dentro do marco legal.
- A Austrália confirmou não ter recebido pedido formal e não pretende enviar navios; autoridades dizem considerar requisitos conforme necessário.
Japan e Austrália afirmaram que não têm planos de enviar navios para escoltar ou proteger o estreito de Hormuz, enquanto o presidente dos EUA aumenta a pressão sobre aliados.
Donald Trump disse que já contatou sete países para apoiar o trânsito de navios na via estratégica, sem revelar quais são. Ele mencionou potencial participação de China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros.
O estreito de Hormuz, caminho vital para o petróleo, ficou praticamente fechado por ações do Irã em retaliação a ataques aéreos dos EUA e de Israel. O bloqueio tem impacto global em energia e comércio, contribuindo para aumento expressivo dos preços do petróleo.
Trump afirmou, durante viagem de avião, que espera que muitos países enviem navios de guerra para permitir o tráfego de petróleo pelo estreito. Até o momento, não houve compromissos formais anunciados.
No Japão, o primeiro-ministro interino Sanae Takaichi disse que não há decisão para despachar navios de escolta. O país avalia ações possíveis dentro de marcos legais, destacando que os EUA ainda não formalizaram pedido de ajuda.
O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, reforçou que não há planos de envio de navios de guerra diante da situação volátil. A decisão depende de critérios técnicos e legais, segundo ele.
Takaichi também sinalizou que o impacto potencial na segurança energética do Japão é relevante, já que o país importa grande parte de seu petróleo do Oriente Médio.
A própria Takaichi deve discutir o tema com Trump em Washington, ainda nesta semana. Analistas destacam que enviar navios seria uma decisão complexa politicamente no Japão.
No âmbito australiano, a ministra dos Transportes, Catherine King, disse que não houve pedido formal para enviar navios ao estreito. Canberra afirma não participar do envio sem demanda oficial.
O ministro da Defesa australiano, Richard Marles, confirmou que os EUA solicitaram apoio para defesa dos estados do Golfo, mas que isso não implica, no momento, envio de navios australianos ao estreito.
Reino Unido avaliava a possibilidade de enviar mineiros aéreos para facilitar a reabertura do estreito, porém autoridades indicaram que o envio de navios, conforme pedido dos EUA, poderia agravar a situação.
O presidente americano reiterou que busca apoio internacional para reabrir a passagem, citando dificuldades com a estabilidade regional. Autoridades europeias discutem estratégias para reduzir o impacto de preços do petróleo.
Enquanto isso, oportunidades internacionais continuam sendo discutidas, com decisões sujeitas a avaliações de interesse nacional e disponibilidade de forças navais. A crise permanece sem prazo definido para resolução.
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