- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que Lula tinha sido convidado para o evento Escudo das Américas, em Miami, reunindo líderes de direita da região.
- Lula, Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum não foram convidados; segundo o UOL, o nome de Lula sequer foi cogitado pela organização, chefiada pelo Departamento de Estado.
- Estiveram no encontro o presidente argentino Javier Milei, o chileno José Antonio Kast e o salvadorenho Nayib Bukele, entre outros, com objetivo de fortalecer uma coalizão pró-Trump para temas como crime, imigração e a China.
- O governo brasileiro se opõe à designação de Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras, argumentando risco à soberania.
- O chanceler Mauro Vieira ligou para o embaixador Marco Rubio para tentar impedir a decisão durante negociações de cooperação contra o crime organizado; há leitura de que a medida pode ter uso político na contenda eleitoral envolvendo Flávio Bolsonaro.
Donald Trump disse, nesta segunda, que acreditava que o Brasil tinha sido convidado para o evento Escudo das Américas, realizado no fim de semana em Miami, na Flórida. O encontro reuniu presidentes de direita da região para debater segurança e imigração.
Segundo apuração do UOL, a organização foi conduzida pelo Departamento de Estado, e o nome de Lula não chegou a constar na lista de convidados. Entre os presentes estavam Milei, Kast e Bukele, além de outros líderes alinhados à direita.
Trump afirmou, na entrevista, que mantém boa relação com os líderes regionais citados e que pode ter havido confusão sobre convites. O Break da reunião, porém, não contava com o Brasil segundo as informações oficiais.
Contexto diplomático e ações previstas
O encontro que reuniu autoridades ocorreu sem o envolvimento direto de Brasília, que não vê o Brasil como parceiro considerado confiável pelos diplomatas atualmente no poder. Marco Rubio, ex-senador da Flórida, é citado como figura-chave do colegiado organizador.
Outra frente envolve a possível designação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras. Informações do UOL indicam resistência do governo Lula a essa classificação, em função de questões de soberania.
O Itamaraty, representado pelo chanceler Mauro Vieira, comunicou aos norte-americanos que a divulgação de tal listagem não dialoga com as negociações em curso para cooperação contra o crime. A diplomacia brasileira sustenta que o conceito de terrorismo difere da atuação dos grupos citados.
O tema ganhou repercussão após a divulgação de que o objetivo é frear o crime organizado e reduzir a influência de influências externas na região, com foco também na cooperação policial e financeira. O governo brasileiro vê riscos de escalonamento militar em território nacional.
O Planalto indica que qualquer decisão deve respeitar critérios legais e a soberania brasileira, evitando medidas que possam ser interpretadas como apoio a ataques ou ações não autorizadas. A diplomacia brasileira reforça a necessidade de diálogo entre as partes.
Entre na conversa da comunidade