- Matteo Renzi, ex-primeiro-ministro italiano, defende a abertura de países do Golfo e apoia o ataque a Irã, afirmando que a destruição dos ayatolás contribuiria para a paz no Oriente Médio.
- Ele critica a postura do governo italiano e afirma que a Itália não adota uma posição séria, citando que não se pode atacar a Europa apenas por ações de Irã e Hezbolá.
- Renzi sustenta que o direito internacional deve valer sempre e defende que as mulheres iranianas tenham direitos, dizendo que não é aceitável ignorar Kabul ou Teerã.
- Mesmo não concordando com Trump, ele afirma estar do lado dos Estados Unidos diante de ameaças, ressaltando que a pacificação exige respostas diante de ataques a aliados.
- O ex-primeiro-ministro ressalta reformas nos países do Golfo como contraste ao regime iraniano, defendendo aberturas em Arábia Saudita, Emirados Árabes e outros, ainda que não sejam democracias.
Matteo Renzi, ex-primeiro ministro da Itália, se posiciona de modo contestador frente ao governo de Giorgia Meloni e ao debate sobre a crise com Irã. Em entrevista, ele defende uma leitura crítica do conflito, defendendo a possibilidade de avanços para as mulheres iranianas.
Renzi afirma que não compartilha a mesma visão que o governo espanhol, ressaltando que não apoia a escalada de violência, mas sustenta que atacar o Irã pode abrir espaço para liberdades no país. Ele diz ter dúvidas sobre a estratégia de alianças militares e insiste na importância de proteger mulheres e direitos humanos.
Ao falar sobre a resposta internacional, o ex-líder critica a falta de uma posição firme de Roma e aponta contradições na adoção de postura mais firme contra o Irã. Segundo ele, manter-se neutro frente ao que ocorre com aliados e inimigos não é viável do ponto de vista de segurança europeia.
Renzi disse que, apesar de não apoiar Trump, considera essencial apoiar ações que possam frear o regime iraniano quando há violência direcionada a civis ou restrições a direitos. Ele argumenta que, mesmo divergindo de Washington, é preciso reconhecer impactos humanitários e de liberdade feminina.
Sobre o papel da União Europeia, o ex-primeiro ministro sustenta que o direito internacional deve orientar ações consistentes, sem favorecimentos políticos. Ele defende que a defesa de direitos das mulheres iranianas não pode justificar omissões diante de violações em outras regiões.
Em relação ao Golfo, Renzi aponta avanços de reformas em países árabes, destacando o contraste com o Irã. Ele cita transformação de políticas de gênero e afirma que mudanças nessa região ajudam a reduzir o apoio a linhas de extremismo no Oriente Médio.
Por fim, o ex-político afirma que o objetivo é reduzir o terrorismo e promover reformas que fortaleçam governos reformistas no auge de um cenário regional instável. Ele enfatiza que a paz depende de avanços nos direitos das mulheres e de uma cooperação internacional firme.
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