- Asif Merchant, empresário paquistanês de 47 anos, está sendo julgado em Brooklyn por suposto plano de assassinato de Donald Trump; ele afirmou que foi coagido pelo Corpo das Guardas Revolucionárias do Irã, que teriam ameaçado sua família em Teerã.
- Merchant disse que participou do esquema apenas por medo da esposa e da filha adotiva, e que o responsável iraniano, Mehrdad Yousef, o instruiu a viajar aos Estados Unidos em 2024 para recrutar cúmplices.
- O plano consistia em quatro etapas: organizar protestos, roubar documentos, lavar dinheiro e planejar o homicídio. Os executores teriam sido pagos com 5 mil dólares em dinheiro.
- Em conversas em Teerã, Yousef não deu ordem para matar uma pessoa específica, mas citou três alvos em potencial: Trump, o então presidente Joe Biden e a ex-candidata presidencial Nikki Haley.
- A defesa sustenta coerção; os promotores rejeitam a tese, ressaltando que Merchant sabia que trabalhava com uma organização terrorista e foi gravado mapeando o plano em uma suíte de hotel. O caso envolve ainda um informante do FBI, Nadeem Ali.
Asif Merchant, empresário paquistanês de 47 anos, depôs em defesa nesta quarta-feira no tribunal federal de Brooklyn, alegando ter sido coagido pelo Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) a participar de um esquema para assassinar Donald Trump. O depoimento ocorreu em meio a acusações de terrorismo e homicídio por contratação.
Merchant afirmou que seu interlocutor iraniano, um oficial do IRGC identificado como Mehrdad Yousef, o instruiu a viajar aos Estados Unidos em 2024 para recrutar criminosos para uma operação em quatro etapas: manifestações, furto de documentos, lavagem de dinheiro e organização do assassinato. O suposto alvo não era definido inicialmente, mas citou Trump, Joe Biden e Nikki Haley.
Segundo o que relatou, os supostos pistoleiros pagos com dinheiro contingente eram agentes do FBI disfarçados. O valor, em dinheiro, somou 5 mil dólares. Uma gravação exibida em juízo capturou Merchant dizendo precisar de alguém para possivelmente matar uma figura pública ainda sem identidade definida.
Merchant disse que soube quase imediatamente, ao chegar aos EUA, que seria vigiado. Em Houston, agentes de imigração o abordaram, revistaram suas bagagens e aparelhos, e ele continuou a participação por temor de retaliação contra sua esposa e filha adotiva em Teerã.
Os promotores federais contestaram a alegação de coação, afirmando não haver evidência de defesa legítima de pressão. Eles lembraram que Merchant sabia estar trabalhando com uma organização designada como terrorista e participou do planejamento diante de câmeras, segundo o material apresentado.
O caso descreve que a investigação se apoiou muito em informações fornecidas por Nadeem Ali, conhecido de Merchant e que trabalhava secretamente como informante do FBI desde o início. Merchant foi preso em 12 de julho de 2024 no Texas, quando se preparava para voltar ao Paquistão.
O julgamento começou na semana passada, em meio a ações militares entre EUA e Israel contra o Irã. O Pentágono também informou que um ataque anterior matou o líder supremo iraniano, Ayatolá Ali Khamenei, em meio a controvérsias sobre vínculos entre o episódio e a investigação. O Irã nega ter visado Trump ou outros autoridades americanas.
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