- Países europeus se posicionaram após o ataque a uma base britânica em Chipre, solidários à ilha, mas rejeitam a ofensiva contra Irã, afirmando que “não é guerra deles.
- Espanha: não autoriza uso de bases em Rota e Morón para ataque a Irã; manterá postura de não envolvimento direto, mas enviará a fragata Cristóbal Colón ao Mediterrâneo oriental.
- França: lidera posição defensiva europeia; autorizou uso de uma base francesa por tropas dos EUA para operações defensivas e reforçará a cooperação com forças do Líbano, além de manter apoio aos parceiros sem validar a ofensiva.
- Itália: não está em guerra e não pretende entrar no conflito; pode autorizar uso logístico de bases mediante aprovação parlamentar; envia ajuda militar defensiva e navios a Chipre.
- Alemanha: após reunião com o presidente dos EUA, apoia os ataques, mas descarta participação militar alemã direta no confronto.
O ataque a uma base aérea britânica em Chipre mobilizou a resposta de países europeus seis dias após o início da ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra Irã. Mesmo manifestando apoio à defesa de Chipre, muitos governos recusaram-se a participar da ofensiva contra Irã, dizendo que não é a sua guerra.
Ao longo dos dias seguintes, governos europeus evidenciaram solidariedade com Chipre e prometeram reforços militares para a defesa da ilha, mas mantiveram distância da ofensiva contra Irã. A ênfase ficou na cooperação defensiva e na observância do direito internacional.
Espanha
Sánchez afirmou que não haverá guerra e negou autorizar uso de bases espanholas para ataques a Irã. O governo, no entanto, anunciou envio da fragata Cristóbal Colón ao Mediterrâneo Oriental, integrado a um contingente com um porta-aviões francês e navios gregos.
França
Macron lidera uma resposta defensiva europeia. Paris disse que a guerra não é nossa, mas é responsável com os parceiros, assegurando apoio no Mediterrâneo e no Golfo. Autorizaram uso defensivo de bases francesas por EUA, com garantias de que não haverá participação em ataques a Irã.
Itália
Meloni declarou que Itália não está em guerra e não pretende entrar. A decisão depende do Parlamento caso haja uso de bases italianas, ainda que para fins logísticos. O país também envia ajuda defensiva e navios para Chipre.
Portugal
Portugal autorizou o uso da base de Lajes, com condições de defesa, proporcionalidade e finalidade estritamente defensiva. O governo não anunciava participação no conflito, mantendo posição de não envolvimento.
Reino Unido
Starmer informou envio de Typhoon para Qatar e helicópteros anti-drones a Chipre. O governo afirma que EUA podem usar bases britânicas apenas para operações defensivas, com cooperação de inteligência constante.
Grécia
Grecia enviou caças F-16 e fragatas para apoiar Chipre e instalou sistema Patriot em Karpathos como reforço no Mediterrâneo.
Alemanha
Após encontro com Trump, Merz apoiou ataques a Irã, mas descartou participação alemã na ofensiva.
Ucrânia
Ucrânia oferecerá especialistas em defesa anti-drones a países atacados pelo Irã, segundo Zelenski. Experiência de Kiev é citada como útil para a defesa regional.
Outros Estados europeus
Bélgica e Países Baixos respaldaram o ataque a Irã com cautela sobre consequências. Áustria celebrou abertura de espaço para cidadãos iranianos, mas pediu fim da violência. Hungria e Luxemburgo mencionaram impactos no preço de energia. Finlândia criticou operações americanas fora da legalidade internacional.
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