- A Câmara dos Representantes votará na quinta-feira uma resolução de poderes de guerra que obrigaria o presidente Donald Trump a obter autorização do Congresso para dar continuidade à operação militar contra o Irã.
- A votação ocorre depois de o Senado ter derrotado, na véspera, uma medida similar em votação favorável ao partido.
- O resultado na Câmara deve oferecer um retrato inicial do apoio ou oposição ao esforço EUA-Israel e à justificativa de contornar o Congresso, que é quem tem o poder de declarar guerra.
- O democrata Gregory Meeks, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, disse que Trump precisa apresentar o caso ao Congresso, pois não é um poder absoluto.
- Os republicanos associam a ação militar ao risco de ataques terroristas e impulsionam a votação de um projeto de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DSI), com novas votações previstas.
A Câmara dos Representantes dos EUA se prepara para votar, nesta quinta-feira, um projeto de resolução sobre poderes de guerra que exigiria que o presidente Donald Trump busque autorização do Congresso antes de continuar a operação militar com o Irã. A expectativa é de vitória apertada, em meio a sinais de desconforto no Legislativo com a escalada do conflito.
A votação na Câmara vem após o Senado ter rejeitado, na quarta-feira, uma medida semelhante em uma votação claramente partidária. O resultado serve como primeira leitura sobre a sustentação política para a operação militar EUA-Israel e para a justificativa do presidente para contornar o Congresso, que tem o poder formal de declarar guerra.
Gregory Meeks, principal democrata do Comitê de Assuntos Estrangeiros da Câmara, afirmou que o presidente não é rei e que, se julgar o conflito no Irã crucial para os interesses nacionais, precisa apresentar seu caso ao Congresso.
Do lado republicano, a discussão sobre o Irã é usada para defender ações de retaliação a possíveis ataques terroristas, com votos marcados também para uma proposta de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS).
O DHS já teve seu orçamento aprovado pela Câmara em janeiro, mas a medida emperrou no Senado, que exigiu alterações na operação de imigração após o tiroteio fatal de Alex Pretti por agentes federais na fiscalização de imigração em Minneapolis. Assim, o orçamento do DHS expirou em 14 de fevereiro.
Republicanosos defendem que, diante do conflito com o Irã, é preciso manter o DHS com recursos para todas as áreas. O porta-voz da Câmara, Mike Johnson, ressaltou a importância de uma agência bem equipada diante da situação.
Enquanto os holofotes estiverem na política de defesa, outras informações ganham espaço: o secretário de Defesa, Pete Hegseth, orientou Israel a seguir com as ações contra o Irã, em reunião noturna com o colega de Israel, Israel Katz.
O Pentágono divulgou os nomes dos dois últimos de seis soldados mortos em um recente ataque com drone no Kuwait. Chief Warrant Officer Robert Marzan, 54, e Maj Jeffrey O’Brien, 45, eram de Sacramento (CA) e Indianola (IA), respectivamente.
Outra pauta desta semana aponta para mudanças políticas internas. O senador republicano Steve Daines, de Montana, abriu mão da candidatura a um terceiro mandato, poucos minutos antes do prazo de registro. O ex-acao Donald Trump já endossou o candidato Kurt Alme para o cargo.
Na esfera eleitoral, o ex-presidente Barack Obama apoia um esforço democrata para redesenhar as linhas eleitorais da Virgínia, em meio a uma batalha de redistritamento que se estende para as eleições estaduais deste ano. O tribunal superior estadual autorizou a votação sobre a pergunta de redistritamento para 21 de abril, com votação antecipada iniciando na sexta-feira.
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