- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que cortará todo o comércio com a Espanha após o país não permitir o uso de suas bases para missões contra o Irã.
- Foram relocadas quinze aeronaves, incluindo reabastecedores, das bases de Rota e Morón, na Espanha, após a decisão do governo espanhol.
- O secretário de Comércio assistente informou que irá instruir o representante comercial dos EUA e o Departamento de Comércio a iniciar investigações para punir a Espanha.
- O governo espanhol afirmou que respeita a autonomia de empresas, o direito internacional e acordos bilaterais, e afirmou que continuaria buscando livre comércio e cooperação econômica.
- O premiê Pedro Sánchez tem adotado posição contrária a Trump em vários temas, incluindo recusas anteriores relacionadas a navios com armas que poderiam seguir para Israel.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os EUA poderiam cortar todo o comércio com a Espanha depois que o país se recusou a permitir que bases militares norte-americanas fossem usadas em missões ligadas a ataques ao Irã. A declaração foi feita durante reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
O governo dos EUA respondeu à decisão espanhola ao relocar 15 aeronaves, incluindo bombardeiros de reabastecimento, das bases de Rota e Morón, no sul da Espanha. As aeronaves haviam sido deslocadas após o governo espanhol anunciar que não autorizaria o uso das bases para ações contra o Irã.
A equipe de Trump informou que o secretário da Fazenda receberia instruções para iniciar avaliações com vistas a penalizar a Espanha. O presidente também citou o uso do aparato legal dos EUA para impor embargo comercial, ainda que decisões judiciais recentes limitem esse poder.
Resposta oficial da Espanha
O governo espanhol em comunicado enfatizou a autonomia de empresas privadas, o respeito ao direito internacional e os acordos bilaterais entre EUA e União Europeia. Madrid disse possuir recursos para mitigar impactos de potenciais embargos e reiterou a defesa do livre comércio.
A Espanha é exportadora relevante para os EUA, incluindo azeite de oliva, peças automotivas, aço e químicos. O país manteve, em 2025, superávit comercial com os Estados Unidos de 4,8 bilhões de dólares, com vagas de exportações de 26,1 bilhões e importações de 21,3 bilhões, segundo dados americanos.
O dirigente alemão Merz destacou pressão europeia sobre a Espanha para cumprir metas de gasto com defesa, defendendo o enquadramento de 3% a 3,5% do PIB. O tema de dissuasão e cooperação de segurança foi citado como fundamental para a estabilidade da aliança.
O premiê espanhol, Pedro Sánchez, tem adotado postura crítica a algumas linhas de política externa dos EUA, o que contribui para tensões entre ambos os países. A Espanha continua a buscar cooperação econômica e comercial com seus parceiros, mantendo o foco na defesa e na estabilização regional.
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