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Muitos americanos ficam presos no Oriente Médio após alerta dos EUA para saída

Alerta do Departamento de Estado dos EUA recomenda deixar imediatamente 14 países do Oriente Médio; voos cancelados atrasam o retorno de cidadãos americanos

The aftermath of Israeli and US airstrikes in Tehran on 2 March 2026.
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  • O Departamento de Estado dos EUA pediu que cidadãos norte‑americanos em 14 países do Oriente Médio deixem a região imediatamente, citando riscos de segurança graves.
  • Estima‑se que entre 500 mil e 1 milhão de americanos vivem na região; voos comerciais devem ser usados para sair, segundo o aviso, que não houve evacuação oficial pelo governo.
  • Grandes companhias aéreas cancelaram voos para o Oriente Médio desde o fim de semana, aeroportos reduziram operações e milhares ficaram retidos.
  • Embaixadas e instalações relevantes sofreram ataques ou ficaram sob ameaça: uma embaixada na Arábia Saudita foi atingida por drones e foi recomendado que americanos em Riad, Jeddá e Dhahran permaneçam em abrigos. Em Israel, o aeroporto opera com capacidade muito limitada.
  • Relatos de dificuldades para sair também incluem filiados a governos e cidadãos que aguardam opções de repatriação, com serviços privados de transporte elevando preços devido à demanda.

O Departamento de Estado dos EUA pediu na tarde de segunda-feira que cidadãos norte-americanos em 14 países do Oriente Médio deixem a região imediatamente, citando riscos graves de segurança. A orientação foi emitida poucos dias após o aumento dos ataques e da escalada entre EUA, Israel e Irã.

A recomendação, assinada pela subsecretária de Estado para Assuntos Consulares, Mora Namdar, orienta a saída “usando transporte comercial disponível” e aponta a necessidade de apoio para quem precisar de ajuda com viagem. Não houve organização de evacuações governamentais.

O aviso alcança EUA em Bahrain, Egito, Irã, Iraque, Israel, territórios palestinos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Oman, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes e Yemen. Cerca de 500 mil a 1 milhão de cidadãos norte-americanos vivem na região.

A medida ocorre em meio a ações militares recentes, com ataques de larga escala contra instalações na região e retaliações de Irã, que também houve ataques a alvos militares israelenses e norte-americanos. Frente a isso, aeroportos reduziram operações e voos foram cancelados.

Serviço de rastreamento de voos Flightradar24 indicou que, embora algumas evacuações privadas tenham decolado, a maioria das trajetos está suspensa, com mais de 12.300 cancelamentos em sete dos principais aeroportos do Oriente Médio desde o fim de semana.

Em Dubai, muitos cidadãos americanos permanecem sem passagem de retorno, buscando abrigo em hotéis ou residências. O período de instabilidade elevou preços de voos privados na região, oferecendo opções para quem pode pagar.

Em Jeddah, Riade e Dhahran, autoridades sauditas pediram que americanos permaneçam em locais seguros, enquanto a embaixada dos EUA em Kuwait anunciou fechamento até novo aviso. Israel, por sua vez, enfrentou limitações logísticas para saída de estrangeiros.

Debate político e críticas ao gerenciamento das evacuações vieram de diplomatas e congressistas, que destacaram a necessidade de planos mais claros para cidadãos no exterior. Autoridades locais reportaram danos materiais e interrupção de serviços consulares.

Perspectivas para os próximos dias seguem incertas, com a continuidade de hostilidades entre as potências envolvidas e novas atualizações sobre rotas de fuga ou atendimento a vulneráveis. O governo americano não divulgou novos planos de evacuação coletiva até o momento.

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