- A Austrália disse que não participará de operações militares no Irã nem enviará tropas, mesmo se o conflito se intensificar.
- O país destacou que não está no centro da região e não participou dos ataques, nem pretende fazê-lo no futuro.
- O governo trabalha com companhias aéreas para ajudar australianos presos na região; aproximadamente 115 mil pessoas estavam no Oriente Médio.
- Planos de repatriação são difíceis devido ao espaço aéreo ainda fechado, e não há confirmação de voos específicos para trazer os cidadãos de volta.
- O Ministério da Defesa informou medidas de segurança para cerca de 100 militares australianos baseados na Al Minhad Air Base, em Lass near Dubai; Etihad e Emirates cancelaram alguns voos na região.
Australia interrompe qualquer participação militar no conflito com o Irã
Sydney, 2 de março (Reuters) – O governo australiano informou que não participará de operações militares no Oriente Médio, descartando o envio de tropas caso o conflito escale. A afirmação foi feita enquanto Israel lançava novos ataques em Teerã e o Irã respondia com ataques de mísseis.
A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, explicou que a Austrália não está centralizada nos desdobramentos do Oriente Médio e não participou das ações recentes, nem planeja fazê-lo no futuro. O governo indicou ainda estar em diálogo com companhias aéreas para facilitar a repatriação de australianos presos na região.
Wong enfatizou que cerca de 115 mil australianos estavam no exterior e que a melhor opção de retorno seria com a retomada dos serviços de companhias comerciais, caso as condições de voo se normalizem. O governo também informou dificuldades logísticas ante o fechamento de espaço aéreo em grande parte da região.
A defesa australiana informou que tomou medidas para a segurança de cerca de 100 militares destacados na Al Minhad Air Base, próximo a Dubai, base usada para apoiar missões da ONU. A operação visa assegurar a proteção do pessoal em uma área de alta tensão.
Etihad e Emirates anunciaram cancelamentos de voos entre a Austrália e o Oriente Médio, contribuindo para a indisponibilidade de viagens. O cenário regional segue marcado por ataques e interrupções de tráfego aéreo, conforme relatos de autoridades locais e internacionais.
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