- O Irã pediu aos EUA que parem de disseminar o que chamou de “grandes mentiras” sobre seu programa de mísseis, após Donald Trump afirmar que Teerã pode atingir os EUA.
- Trump declarou, durante o discurso do Estado da União, que o Irã já tem mísseis capazes de ameaçar a Europa e bases no exterior e trabalha para alcançar os EUA em breve.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, rejeitou as acusações e chamou-as de repetição de “grandes mentiras” no X.
- O Irã nega buscar arma nuclear, defendendo o enriquecimento de urânio como direito soberano, apesar de evidências históricas de testes relacionados a armas.
- Diplomatas vão realizar a terceira rodada de negociações nucleares mediadas pelo Omã em Genebra, prevista para ocorrer no dia seguinte.
Iran acusa EUA de espalhar “grandes mentiras” após discurso sobre o Estado da União
O governo iraniano criticou as alegações dos EUA de que Teerã desenvolve mísseis capazes de atingir o país, feitas durante o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump. As acusações foram qualificadas como falsas pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Trump afirmou, durante o discurso de quase duas horas, que o Irã já tem mísseis que ameaçam Europa e bases estrangeiras, e que trabalha para ampliar esse alcance até chegar aos EUA. Ele descreveu o Irã como o principal patrocinador do terrorismo global.
Esmaeil Baqaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, reagiu pelo X sem mencionar o presidente norte-americano, dizendo que as acusações são repetições de grandes mentiras sobre o programa nuclear, mísseis balísticos e as mortes ocorridas em janeiro.
Desdobramentos diplomáticos
O Irã divulgou a versão oficial de que o enriquecimento de urânio é um direito soberano. O país nega intenções nucleares agressivas, apesar de evidências que, ao longo dos anos, sugerem testes de materiais ligados ao desenvolvimento de armas.
Na agenda, Iran e EUA devem participar de uma terceira rodada de negociações nucleares mediadas pelo Oman, marcada para Genebra, com foco em reduzir tensões e retomar o acordo nuclear.
Trump sinalizou abertura para resolver conflitos por meio da diplomacia, mas afirmou que os EUA não ouviram do Irã palavras que sinalizem que não haverá arma nuclear. O tom foi de cobrança e de demonstração de força militar na região.
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