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Lula afirma aceitar qualquer sacrifício para prender magnatas do crime

Lula afirma que o Brasil fará qualquer sacrifício para prender magnatas da corrupção e do narcotráfico, incluindo cooperação com EUA e acordos comerciais

Seul, 23/02/2026 –Presidente Lula reunido com presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • O presidente Lula afirmou, na terça-feira (24), que o Brasil fará “qualquer sacrifício” para prender magnatas da corrupção e do narcotráfico, e que a pauta de combate ao crime organizado deve entrar na fala com Trump em Washington no próximo mês.
  • Lula disse que levará à reunião com o presidente dos Estados Unidos a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça, para mostrar que o Brasil é parceiro de primeira hora no combate ao crime organizado.
  • A pauta da reunião Brasil-EUA está sendo elaborada e deve incluir temas de interesse do Brasil, do multilateralismo e da democracia; Lula ressaltou que Trump também terá sua pauta.
  • De Seul, o presidente também mencionou que as negociações para reativar o acordo entre Coreia do Sul e Mercosul estão em retomada, com a expectativa de criar comissões para debater e, se possível, concluir os acordos ainda neste ano.
  • A ampliação do acordo Mercosul-Índia continua sendo uma prioridade para o Brasil, visando livre comércio; nesta terça, a comitiva retorna a Brasília após passagem por Abu Dhabi, onde Lula terá reunião com o presidente dos Emirados Árabes, sem tratar da crise no Oriente Médio, conforme ele.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o Brasil fará qualquer sacrifício para prender os magnatas da corrupção e do narcotráfico. A declaração ocorreu durante entrevista em Seul, na Coreia do Sul, onde o chefe do Planalto cumpre uma viagem de Estado. A fala antecede a reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para Washington no próximo mês.

Lula explicou que, na eventual reunião com Trump, levará a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça. O objetivo é demonstrar que, se o combate ao crime organizado for prioridade, o Brasil tem capacidade de cooperação e expertise no tema.

A pauta completa da viagem está em construção e inclui temas de Brasil, multilateralismo e democracia. O presidente ressaltou que o encontro com Trump terá contrapartidas, com a expectativa de alinhamento em ações contra o crime e a cooperação entre as forças de segurança.

Plano de combate ao crime

O relato de Lula enfatiza a intenção de intensificar ações contra narcotráfico, crime organizado e tráfico de armas. A estratégia envolve cooperação entre órgãos brasileiros e parceiros internacionais para reduzir fluxos ilícitos e aprimorar investigações transnacionais.

Lula destacou ainda a relevância de manter a parceria com aliados para ampliar operações conjuntas. O presidente indicou que o Brasil está aberto a compartilhar tecnologia, inteligência e treinamentos para aprimorar o enfrentamento dessas atividades ilícitas.

Acordos comerciais e parcerias

Antes de seguir para Abu Dhabi, Lula mencionou a retomada de negociações para um acordo entre Coreia do Sul e Mercosul. As tratativas estavam paralisadas desde 2021 e visam facilitar o comércio entre as partes.

Também foi ressaltada a prioridade de ampliar o acordo Mercosul-Índia, com foco em facilitar o livre comércio. A ideia é avançar com comissões para debater detalhes e, se possível, concluir acordos ainda neste ano.

Viagens e agenda internacional

A comitiva presidencial deixou Seul e seguiu para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde Lula tem encontro com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan. O tema principal será a relação comercial e política entre Brasil e Emirados.

Sobre a tensão no Oriente Médio, Lula afirmou que não discutiria questões de guerra, destacando o interesse brasileiro por paz, investimentos e desenvolvimento. A comitiva retorna a Brasília ainda nesta terça-feira.

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