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Cuba e EUA em comunicação, mas sem diálogo, diz vice-chanceler

Cuba e EUA em comunicação, mas sem diálogo ativo; mensagens trocadas não configuram acordo, enquanto Cuba enfrenta crise econômica e apagões

Donald Trump. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • Cuba e os Estados Unidos estão em comunicação e trocaram mensagens, mas não existe diálogo direto, diz o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter iniciado conversas com autoridades cubanas e mencionou a possibilidade de um acordo.
  • Trump assinou decreto que ameaça tarifas para países que vendam petróleo a Cuba, aumentando a pressão após a crise venezuelana.
  • Trump afirmou que o México deixará de enviar petróleo a Cuba, enquanto a presidente mexicana Claudia Sheinbaum busca manter ajuda humanitária e o envio de petróleo.
  • Cuba enfrenta crise econômica há seis anos, com apagões e escassez, agravadas por sanções dos EUA, baixa produtividade econômica e interrupção do petróleo venezuelano.

Cuba e Estados Unidos estão em comunicação, com troca de mensagens, mas sem um diálogo direto entre governos, afirmou o vice-chanceler cubano Carlos Fernández de Cossío. Trump havia dito no domingo que havia iniciado conversas com autoridades cubanas.

De Cossío disse à AFP que não ocorre um diálogo entre as duas nações neste momento, apenas a comunicação entre governos. O chanceler reiterou a disposição de debater, desde que haja respeito ao direito internacional e à soberania.

Trump informou que pode avançar para um acordo com Cuba, enquanto reforça pressões após a deposição de Nicolás Maduro, aliado de Cuba. O presidente assinou decreto que pode aplicar tarifas sobre petróleo vendido à ilha.

Contexto regional e ações recentes

O presidente americano também afirmou que o México deixará de enviar petróleo a Cuba, e citou a ajuda humanitária anunciada pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que procura manter o apoio ao país caribenho.

Cuba enfrenta crise econômica há seis anos, agravada pela escassez de produtos e pelos apagões. As sanções dos EUA, em vigor desde 1962, combinam-se com impactos da queda de turismo e interrupção de petróleo venezuelano, elevando a vulnerabilidade da ilha.

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