- Lula e Macron discutiram pela manhã o Conselho da Paz proposto por Donald Trump, em telefonema de cerca de uma hora.
- Os dois defenderam o fortalecimento da Organização das Nações Unidas e destacaram que iniciativas de paz devem seguir o mandato do Conselho de Segurança e a Carta da ONU.
- Lula foi convidado para ocupar um assento no Conselho da Paz, ainda sem resposta; a França também foi convidada, mas já negou o convite.
- O tema Venezuela também foi abordado, com condenação de uso da força e ênfase na paz e na estabilidade na região.
- Sobre o Mercosul com a União Europeia, trataram do acordo assinado em 17 de janeiro, com paralisação após avaliação jurídica pedida pelo Parlamento Europeu; pretendem concluir negociações ainda no primeiro semestre de 2026.
Em telefonema na manhã desta terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Emmanuel Macron sobre o Conselho da Paz idealizado por Donald Trump, criado para tratar da Faixa de Gaza. A conversa durou cerca de uma hora.
Durante o diálogo, Lula e Macron defendiam fortalecer a ONU e manter iniciativas de paz alinhadas ao Conselho de Segurança e à Carta da ONU. O Planalto informou os pontos do encontro.
Lula foi convidado a ocupar assento no conselho, mas ainda não respondeu. Na semana anterior, em Salvador, ele criticou a ideia de Trump criar uma “nova ONU” sob controle próprio. A França já havia recusado o convite.
Venezuela
No mesmo telefonema, Lula e Macron trataram da Venezuela. Segundo o Planalto, houve condenação ao uso da força em violação do direito internacional e ênfase na paz e estabilidade regional.
Em 3 de janeiro, Washington informou que bombardeou a Venezuela, sequestrando Nicolás Maduro e Cilia Flores; a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o governo interinamente, segundo relatos oficiais.
Acordo Mercosul-EU
Os líderes discutiram o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Lula reiterou que a parceria é positiva para os dois blocos e para o multilateralismo.
O acordo foi assinado em 17 de janeiro, após 26 anos de negociação. No entanto, em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu pediu avaliação jurídica ao Tribunal de Justiça da UE, o que pode atrasar a implementação.
A França se opõe à ratificação, citando risco a agricultores locais frente a importações mais baratas do Mercosul. Ainda assim, Lula e Macron comprometeram-se a finalizar negociações ainda no primeiro semestre de 2026.
O Planalto informou que as conversas sobre a agenda bilateral seguem ativas, com foco em defesa, ciência, tecnologia e energia, com a expectativa de assinatura de acordos no primeiro semestre.
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