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Republicanos recuam sobre alegação de que EUA vão gerenciar Venezuela

Trump recua da ideia de que os EUA vão “gerir” a Venezuela, mantendo possibilidade de nova intervenção militar caso Delcy Rodríguez não atenda às exigências

US president Donald Trump speaks with reporters aboard Air Force One on his way back to Washington, DC, on 4 January, 2026.
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  • O presidente Donald Trump voltou a sinalizar que os EUA poderiam “gerenciar” a Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, e pediu que a presidente interina Delcy Rodríguez atenda às demandas ou enfrente a possibilidade de nova intervenção militar.
  • Delcy Rodríguez, 56, que havia apoiado Maduro, parece seguir a linha dos EUA, segundo Trump, que afirmou ter conversado com a secretária de Estado Marco Rubio.
  • Mesmo com a perspectiva de controle direto menos provável, Washington mantém uma força de 15 mil no Caribe e pode realizar nova intervenção se Rodríguez não cumprir as exigências.
  • Democratas criticaram a intervenção militar, afirmando que ocorreu sem aprovação do Congresso e classificando-a como ilegal e prejudicial ao povo americano.
  • Em várias cidades dos Estados Unidos houve protests contra a intervenção militar, com venezuelanos na diáspora celebrando a derrubada de Maduro.

O anúncio de Donald Trump de que os Estados Unidos “viriam a comandar” a Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa gerou reversões e novas declarações. O exato desdobramento inclui a fila de perguntas de líderes republicanos e uma mudança na posição sobre o que ocorre no país caribenho.

Segundo a imprensa, Trump reduziu o tom inicial e pediu que a presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez atenda às demandas norte-americanas, sob pena de uma possível intervenção militar. Rodríguez, 56, havia se colocado contrária à captura, mas, segundo o relato, manteve posição mais alinhada com a linha dos EUA após contatos com autoridades norte-americanas.

Marco Rubio, secretário de Estado na prática, manteve contatos com Rodríguez. A interlocutora venezuelana disse estar disposta a atender às exigências, conforme relato de Trump a repórteres. A avaliação é de que a dirigente não tem autonomia total para agir independentemente.

Estrutura da intervenção e respostas políticas

A percepção de que os EUA poderiam assumir controle direto de Venezuela diminuiu, mas autoridades norte-americanas indicaram manter uma força de 15 mil militares no Caribe. A possível intervenção depende de como Rodríguez reagirá às pressões.

Líderes do Partido Democrata criticaram a ação militar de Trump, alegando falta de aprovação do Congresso e descrevendo o ato como ilegal. Informaram que o objetivo divulgado não condizia com a narrativa de combate a narcóticos apresentada anteriormente.

Protestos contra a intervenção ocorreram em cidades norte-americanas, reunindo pessoas que criticaram a decisão unilateral do governo. Em paralelo, alguns venezuelanos no exterior celebraram a queda de Maduro.

Outras informações relacionadas

Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, afirmou que os EUA desejam um líder venezuelano que coopere para deter o tráfico e a presença de grupos terroristas. Em reação internacional, a primeira-ministra dinamarquesa pediu que Washington não avance com a ideia de tomar Groenlândia, ressaltando que nenhum país deve ter esse direito.

Autoridades canadenses manifestaram caco de confiança em instituições de saúde dos EUA, citando preocupações com informações incorretas sobre vacinação. Especialistas destacaram preocupações sobre impactos da política de saúde dos EUA na credibilidade pública.

A imprensa também apontou que o governo norte-americano enfraqueceu capacidades de preparação para desastres naturais, com ajustes em agências federais e redução de apoio a programas de ciência climática.

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