- Nicolás Maduro compareceu a um tribunal de Nova York nesta segunda-feira, acusado de tráfico de cocaína para os Estados Unidos.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados à força de Caracas em operação militar dos EUA, com ataques aéreos, terrestres e naval.
- A acusação também envolve o filho Nicolásito, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e um traficante de drogas foragido.
- O governo americano afirma estar no comando da Venezuela e sinaliza cooperação com a nova liderança, representada pela interim president Delcy Rodríguez.
- O Conselho de Segurança da ONU realiza sessão de emergência para discutir a Venezuela, com reações de aliados e adversários aos EUA.
Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, compareceu a um tribunal de Nova York nesta segunda-feira, 5. A ação ocorre dois dias após a captura dele em Caracas durante operação militar dos EUA. Maduro é acusado de tráfico de cocaína para os Estados Unidos, assim como sua esposa, Cilia Flores. O casal foi removido à força de Caracas durante os ataques.
Maduro ficará frente a um juiz ao meio-dia, horário local, em uma prisão do Brooklyn. A acusação também envolve o filho Nicolasito, o ministro do Interior Diosdado Cabello e um traficante foragido. As autoridades americanas afirmam ter conduzido a operação com apoio de autoridades venezuelanas.
O presidente americano, Donald Trump, declarou que os EUA estão no comando da Venezuela. Em Nova York, Trump comentou que discutir os próximos passos com autoridades venezuelanas é parte das ações em curso. Delcy Rodríguez, líder interina, disse estar pronta para cooperar com o governo dos EUA.
Repercussões políticas e diplomáticas
Delcy Rodríguez pediu uma relação de cooperação com Washington, defendendo equilíbrio e respeito mútuo. O governo dos EUA sinalizou disposição de trabalhar com o restante do aparato venezuelano, desde que haja avanços, sobretudo na abertura de investimentos.
A operação desencadeou críticas internacionais, com a ONU convocando reunião de emergência e países aliados da Venezuela expressando preocupação. Entre os assistentes, a China e a Rússia condenaram a ofensiva, enquanto Brasil, Chile e México solicitaram que o direito internacional seja respeitado.
Situação no terreno e possíveis desdobramentos
Na Venezuela, oposicionistas se mantêm em silêncio nas ruas de Caracas, enquanto os apoiadores de Maduro realizam protests de apoio. Estima-se que milhares de pessoas tenham se reunido para pedir a libertação do presidente, em meio a relatos conflitantes sobre números de mortos e feridos.
Hospitais venezuelanos não divulgaram dados oficiais sobre vítimas. Organizações médicas citadas pela AFP mencionaram dezenas de mortos e dezenas de feridos, sem confirmação consolidada. Informações contraditórias também surgem sobre vítimas em Cuba, ligadas aos ataques.
Contexto regional e histórico
Maduro chegou ao poder em 2013 após a morte de Hugo Chávez, mantendo controle de diferentes ramos do governo com o apoio de aliados próximos. A atual crise envolve disputas de poder internas e tensões com potências estrangeiras, com impactos na política regional.
Entre na conversa da comunidade