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Venezuelanos no exterior reagem a ataque dos EUA e queda de Maduro

Reações globais à captura de Maduro: venezuelanos no exterior protestam ou celebram; governo americano mira administrar Venezuela durante transição

Pessoas celebram ação dos Estados Unidos em protesto em Buenos Aires, na Argentina REUTERS/Mariana Nedelcu
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  • O governo dos Estados Unidos capturou Nicolás Maduro e a primeira-dama; o presidente Donald Trump afirmou que a administração estadunidense conduzirá a transição e que o setor de petróleo ficará sob controle dos EUA.
  • Venezuelanos no exterior e apoiadores em diversos países da América Latina e na Espanha reagiram com protestos ou celebrações, em cidades como Bogotá, Lima, Quito e Madrid.
  • No México, venezuelanos e mexicanos realizaram atos em frente às embaixadas da Venezuela e dos Estados Unidos, com a polícia intervindo para evitar confrontos.
  • Em Buenos Aires houve protestos contra a intervenção na embaixada dos EUA e comemoração da captura de Maduro no Obelisco; nos Estados Unidos também ocorreram manifestações.
  • O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela indicou que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deve assumir a presidência interina; a diáspora venezuelana representa cerca de 20% da população desde 2014, com Colômbia recebendo 2,8 milhões, Peru 1,7 milhão e Espanha 400 mil.

O fim de semana foi marcado por avalanches de reação global após o ataque dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, na madrugada de sábado. A ação levou à captura de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, em Nova York, sob acusações ligadas ao tráfico internacional de drogas. O governo americano afirmou que pretende administrar a Venezuela até uma transição estável.

A decisão norte-americana provocou respostas intensas em cidades da América Latina, da Espanha e de outros países, com celebrações em alguns locais e protestos contra a intervenção em outros. Organizações venezuelanas no exterior participaram de manifestações em apoio ou oposição às ações de Washington.

Segundo a Reuters, venezuelanos no exterior reagiram de formas distintas ao ocorrido, com atos de comemoração em Bogotá, Lima, Quito e Madrid, além de protestos em cidades dos EUA e da América Latina. Em diversas praças, cidadãos discutiram o impacto da medida na política venezuelana.

Diáspora

Cerca de 20% da população venezuelana deixou o país desde 2014. A Colômbia recebeu 2,8 milhões de venezuelanos, e o Peru, 1,7 milhão, segundo a plataforma R4V, rede de ONGs que atende migrantes. Espanha abriga cerca de 400 mil venezuelanos.

Andrés Losada, residente espanhol há três anos, disse à Reuters estar dividido entre preocupação e esperança de mudança. Em Quito, Maria Fernanda Monsilva afirmou que deseja o retorno de venezuelanos que vivem no exterior e que Edmundo González possa vencer as eleições de 2024.

Mesmo com a declaração dos EUA sobre controle do petróleo, o governo venezuelano não ficou sem respostas. O Supremo Tribunal de Justiça do país indicou que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina, em continuidade aos desdobramentos institucionais.

Desdobramentos políticos

Na Venezuela, a notícia da captura mobilizou diferentes setores do país. Em Caracas, manifestantes repudiaram a intervenção estrangeira, com críticas à atuação norte-americana na condução de recursos energéticos e da economia. O protesto refletiu o cenário de mobilizações no exterior.

Em Buenos Aires, grupos pró e contra a intervenção se reuniram na terça-feira, com protestos em frente à embaixada dos Estados Unidos e no Obelisco. As ações na região mostraram a diversidade de leituras sobre o impacto da operação no país e na diplomacia regional.

Com a divulgação de novos desdobramentos, a comunidade internacional acompanha as etapas de transição na Venezuela. O Departamento de Estado não forneceu detalhes adicionais sobre o andamento dos planos de administração e transição.

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