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UE veta entrada de Delcy Rodríguez por violações graves de direitos humanos

Entrada de Delcy Rodríguez em Barajas, apesar do veto da UE, desencadeia investigação arquivada e relatos de encontro secreto com Ábalos

Desde la izquierda: el presidente del Gobierno español, Pedro Sánchez; el entonces del Consejo Europeo, Charles Michel; la vicepresidenta de Venezuela, Delcy Rodríguez; y la presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen, en la cumbre UE-Celac de julio de 2023.
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  • Delcy Rodríguez, sancionada pela União Europeia desde 2018 por violações de direitos humanos, pousou no aeroporto de Barajas em janeiro de 2020, apesar do veto.
  • A investigação sobre a entrada acabou arquivada porque ocorreu na zona de trânsito internacional, não em território nacional.
  • Surgiram relatos de um encontro secreto com o então ministro espanhol José Luis Ábalos e mensagens que indicavam facilitação e planejamento da visita.
  • A lista de sanções contra Rodríguez foi renovada pela UE em dezembro passado e segue vigente até o próximo ano, salvo decisão contrária.
  • Em 2023 Rodríguez participou de uma cúpula da UE com permissão especial, num episódio que envolveu discussões sobre o papel de Ábalos e do governo espanhol.

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, permanece sob sanção da União Europeia desde 2018 por violações de direitos humanos. Em janeiro de 2020, pese a proibição, ela desembarcou no aeroporto de Barajas, em Madrid, atravessando o espaço aéreo da UE sem autorização formal. O episódio provocou polêmica entre governos espanhol e venezuelano.

A lista de sanções foi criada em janeiro de 2018 e atualizada diversas vezes, com a última renovação em dezembro passado. A normativa aponta violações graves de direitos humanos e repressão a opositores. Entre os sancionados estão figuras próximas ao governo Maduro, como Diosdado Cabello e Tarek Saab.

Desdobramentos do caso em 2020

Em Barajas, houve abertura de investigação judicial para saber se Rodríguez entrou em território espanhol apesar do veto. O Ministério Público e tribunais divergem sobre o alcance da fronteira: houve entendimento de que a área de trânsito internacional não configura território nacional, limitando a responsabilização penal.

Relatos de encontro secreto com José Luis Ábalos, então ministro de Transportes, vieram à tona. A imprensa revelou mensagens que teriam mostrado facilitação e planejamento da visita, com versões contraditórias de Ábalos quanto ao objetivo da passagem pela escala.

Revelações e consequências

A operação de Ábalos, que na época era figura de destaque no governo, gerou forte crise política. A Guarda Civil interceptou mensagens indicando conhecimento prévio da chegada de Rodríguez e comunicação com o presidente Pedro Sánchez. Investigações apontam agendas de visitas a Madrid, com encontros programados com empresários e com Ábalos.

A controvérsia persiste, mantendo o tema ativo em discussões públicas e judiciais. Em 2023, Rodríguez participou de uma cúpula UE-Celac em Bruxelas com autorização especial, diferentemente de 2020, quando não havia permissão para entrada sem veto.

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