- Em Sydney, cerca de 250 manifestantes protestaram contra a intervenção militar dos EUA na Venezuela, desafiando a proibição policial de manifestações públicas.
- Três pessoas foram presas: uma mulher de 53 anos por vestir uma camisa com mensagem ofensiva e dois homens por possível perturbação da ordem; todos liberados sem acusações.
- A polícia de Nova Gales do Sul afirmou que o protesto ocorreu de forma não autorizada, em meio a leis aprovadas em dezembro para restringir assembleias após incidentes em Bondi.
- Em Melbourne, cerca de duzentas pessoas ocuparam as escadas da estação Flinders Street, dirigindo críticas à intervenção dos EUA e à situação na Venezuela.
- Autoridades pedem diálogo e diplomacia para evitar escalada, enquanto monitoram a situação.
Três pessoas foram presas em Sydney neste domingo durante um protesto contra a intervenção militar dos EUA na Venezuela. Aproximadamente 250 manifestantes participaram, em meio a uma resposta com cerca de 40 contraprotestantes. A polícia informou ter registrado um protesto não autorizado na George Street, por volta das 18h.
Segundo as autoridades, o protesto ocorreu apesar de uma proibição estadual imposta pela polícia de Nova Gales do Sul (NSW) para manifestações públicas. A norma foi adotada em dezembro, após ataques em Bondi que motivaram mudanças legais visando restringir aglomerações.
Os agentes afirmaram que três pessoas foram removidas do local e encaminhadas à delegacia Day Street. Uma mulher de 53 anos foi detida por usar uma camiseta com mensagens consideradas ofensivas. Dois homens, de 26 e 34 anos, foram detidos por possivelmente perturbar a ordem pública. Todas as pessoas foram liberadas sem acusações.
Entre os presentes, cartazes com mensagens como Hands off Venezuela e Down with imperialism estiveram entre os símbolos visíveis, ao lado de uma pequena fração de apoiadores da oposição venezuelana que celebravam a intervenção dos EUA. Melbourne também registrou protesto paralelo com pautas semelhantes.
A Polícia de NSW afirmou que não houve incidentes relevantes no local, e reiterou que a fiscalização continuaria nas próximas ações públicas. O governo australiano, por sua vez, acompanha o desenrolar da situação na Venezuela e incentiva escolhas diplomáticas para evitar escaladas.
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