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Europeus defendem moderação e respeito à vontade do povo venezuelano

União Europeia pede moderação e respeito à vontade do povo venezuelano, enquanto EUA avançam com intervenção e Delcy Rodríguez assume interinamente

FILE PHOTO: European Union flags flutter outside the European Commission headquarters in Brussels, Belgium, June 5, 2020. REUTERS/Yves Herman/File Photo
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  • A União Europeia, composta por 26 países, pediu moderação e disse que respeitar a vontade do povo venezuelano é a única forma de restaurar a democracia; a Hungria não assinou a declaração.
  • Ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela ocorreram na madrugada de sábado para derrubar o presidente Nicolás Maduro, que foi retirado do território venezuelano e levado para Nova York, onde está preso.
  • Com a saída de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, com reconhecimento da Justiça e das forças armadas.
  • O governo dos EUA afirma que vai administrar a transição até que haja um novo governo; o presidente Donald Trump ameaçou a vice-presidente interina, dizendo que ela pode pagar um preço maior se não atender aos interesses dos EUA.
  • Trump também mencionou a possibilidade de intervir em mais países e voltou a falar sobre o interesse dos EUA na Groenlândia, território da Dinamarca.

A União Europeia, composta por 26 países, pediu moderação sobre a Venezuela e valorizou a vontade do povo como caminho para restaurar a democracia. A nota foi divulgada pela UE e pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

A Hungria não assinou o documento; o governo de Viktor Orbán tem alinhamento conhecido com posições de alguns apoiadores de Donald Trump. Paralelamente, o presidente Nicolás Maduro foi retirado do território venezuelano e não está mais no país.

Desdobramentos na crise

Na madrugada de sábado, ataques militares dos EUA à Venezuela foram anunciados como tentativa de cambiar o governo, levando Delcy Rodríguez a assumir interinamente a presidência com apoio das forças armadas. A transição de poder é apresentada pelos EUA como temporária.

O governo americano afirmou que vai gerir a transição até a instalação de um novo governo. Em entrevista, o presidente Trump insinuou possíveis intervenções adicionais e mencionou a Groenlândia como alvo de interesse dos EUA, embora a ilha pertença à Dinamarca.

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