- Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram, em comunicado, o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e manifestaram preocupação com as ações de Donald Trump.
- Os países afirmaram que as ações violam a Carta das Nações Unidas e criam um precedente perigoso para a paz e a soberania regional.
- O texto defende resolução pacífica por meio do diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferência externa.
- Os signatários reafirmaram que a solução deve ser política, inclusiva e liderada pelos venezuelanos, mantendo a América Latina como zona de paz.
- Pediram ao secretário-geral da ONU e a mecanismos multilaterais que ajudem a reduzir tensões e a manter a paz na região.
Ir aos poucos, Brasil e outros seis países se manifestaram nesta semana contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Em comunicado divulgado neste domingo, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque, expressaram preocupação com as ações do presidente norte-americano Donald Trump e defenderam a solução pacífica da crise.
Os signatários afirmaram que as ações violam princípios do direito internacional, em especial a proibição do uso da força e a proteção da soberania venezuelana. O texto também reforça a necessidade de resolver o conflito por meio do diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferência externa.
Os governos ressaltaram que o episódio representa um precedente perigoso para a paz regional e para a segurança na região, podendo colocar a população civil em risco. Ao final, pedem apoio da ONU e de mecanismos multilaterais para reduzir tensões e manter a estabilidade regional.
Contexto e desdobramentos regionais
Segundo a nota, a situação na Venezuela deve seguir por vias estritamente pacíficas, com participação de atores locais em um processo político inclusivo que conduza a uma solução democrática. Os signatários destacam a América Latina como zona de paz, com ênfase no respeito mútuo e na solução não violenta de controvérsias.
No sábado, explosões ocorreram em bairros de Caracas, em meio ao ataque militar. Relatos indicam que Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados por forças de elite norte-americanas e conduzidos a Nova York. As informações sobre a captura permaneceram em apuração por fontes oficiais e terceiros, sem confirmação independente ainda amplamente difundida.
Especialistas observam que a intervenção pode ter motivações geopolíticas ligadas ao equilíbrio entre Estados Unidos, China e Rússia, bem como ao controle de recursos, incluindo petróleo venezuelano. A administração dos EUA chegou a oferecer recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano.
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