- Tailândia liberou 18 soldados cambojanos detidos desde julho, sob o novo cessar-fogo firmado entre os dois países no fim de semana.
- Os militares foram entregues em um posto de fronteira às 10h locais (03h GMT), após 155 dias sob custódia tailandesa.
- A liberação ocorreu enquanto o cessar-fogo continua estável, apesar de acusações de brechas que levaram à demora do processo anterior.
- O acordo de trégua interrompeu 20 dias de combate, que deixaram pelo menos 101 mortos e mais de meio milhão de deslocados, com ataques aéreos e artilharia.
- O acordo foi promovido com a participação de lideranças regionais e havia sido parcialmente viabilizado após negociações entre Camboja e Tailândia.
O governo da Tailândia liberou 18 soldados cambodjanos que estavam detidos desde julho, sob o cessar-fogo renovado entre os dois países. A entrega ocorreu na fronteira, às 10h locais, após 155 dias de custódia tailandesa, em meio a um acordo que busca encerrar o conflito fronteiriço.
O acordo de cessar-fogo, firmado no fim de semana, passou a vigorar ao meio-dia de sábado, encerrando 20 dias de confrontos que deixaram ao menos 101 mortos e mais de meio milhão de deslocados. Os combates envolveram ataques aéreos, artilharia e fogo de artilharia entre as partes.
Cambodjanos e tailandeses atribuem responsabilidade sobre as brechas no acordo. O Ministério da Defesa do Camboja comunicou que os soldados foram devolvidos após verificação na fronteira, em conformidade com o direito humanitário internacional, segundo a versão de Camboja.
Histórico recente e contexto da liberação
A liberação ocorre em meio a um cessar-fogo que permanece estável, após adiamento anterior da Tailândia, que alegou violações do acordo. O governo cambodjano negou as acusações e reforçou que o processo seguiu conforme o combinado, sem novas detenções. A tensão na região se agravou com retomada de confrontos no início deste mês.
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