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Lotus Kang canaliza desejo no pavilhão da Bvlgari na Bienal de Veneza

Lotus Kang transforma o pavilhão da Bvlgari na Bienal de Veneza com instalações que combinam aço industrial, borracha e tatames, explorando desejo e liminalidade

Lotus Kang: “Desire is an intense expression of liminality"
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  • A artista Lotus Kang está criando uma instalação para o pavilhão da Bulgari na Bienal de Veneza, usando estruturas de aço leve, borracha industrial e lonas, em um espaço grande no Brooklyn.
  • A Bulgari vai patrocinar as próximas três edições da Bienal de Veneza, com funcionamento baseado em patrocínio de longo prazo e apoio à cultura contemporânea, segundo a executiva Laura Burdese.
  • No pavilhão, Kang apresentará filme em 35 mm fixado sem fixação na fachada, filmado em marismas na Coreia, que filtrará a visão do espaço conforme a luz natural e a hora do dia.
  • Internamente, a mostra reunirá novas esculturas em gesso de filhotes de pássaros chorando, tapetes tatami envoltos por borracha industrial e lonas, além de obras em alumínio, que funcionarão como telas para o filme.
  • O título do pavilhão é The Face of Desire is Loss, inspirado em livro de Lara Mimosa Montes, e a artista descreve o desejo como expressão de liminalidade, integrando ideia de multiplicidade e interpretação aberta.

Lotus Kang, artista canadense radicada em Nova York, prepara a instalação para o pavilhão da Bvlgari na Bienal de Veneza. O trabalho é fomentado por materiais como aço leve, borracha industrial e lonas. A respiração criativa ganhou impulso após o convite da marca.

A produção principal ocorreu em um galpão industrial no Brooklyn, onde Kang montou a obra entre fevereiro e o mês seguinte. Mesmo com uma nevasca que parou a cidade, a montagem seguiu em ritmo intenso, com dois estúdios adicionais, em Dumbo e Upstate.

O pavilhão e a parceria da Bvlgari

A Bvlgari patrocina as próximas três edições da Bienal de Veneza, ampliando seu compromisso com a arte contemporânea. A executiva Laura Burdese afirma que o apoio vai além de patrocínio, buscando sustentar a expressão artística atual.

Kang propõe uma leitura de objetos e espaços com materiais que misturam o orgânico e o industrial. Em trabalhos anteriores, ela já usou filmes sensíveis, placas de gesso e estruturas de aço para criar superfícies permeáveis e imersivas.

O que esperar na instalação em Veneza

Na fachada do espaço Spazio Esedra, a artista aplicará filme fotográfico de 35 mm, capturado em marismas na Coreia, criando filtro variável conforme a luz. No interior, novas esculturas em gesso de filhotes de-pássaros e tapetes tatami envoltos em borracha e lona compõem o conjunto.

As obras funcionam como telas para imagens que chegam pela projeção externa. Entre os elementos, há esculturas de alumínio fundido que dialogam com as superfícies escurecidas, reforçando o tema da transição entre desejo e perda.

Sobre a abordagem da artista

Kang se define como criadora de objetos e espaços, com uma prática que evita significados fixos. A ideia é explorar multiplicidade, permitindo diferentes leituras da obra ao longo do tempo e conforme o observador.

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