- O CEO da Barratt Redrow, David Thomas, diz que é o momento mais difícil para quem compra a primeira casa desde a crise financeira, com juros altos, maior endividamento estudantil e redução de renda impactando o sonho da casa própria.
- Thomas compara o cenário ao período pós‑crise de 2008‑2009, especialmente em Londres e no sudeste.
- Ele aponta que o aumento das parcelas de empréstimos estudantis reduz a renda disponível para a compra de imóveis, deixando mais restrito o público elegível a crédito.
- Dados da Zoopla mostram 6% menos compradores de primeira moradia em relação ao ano anterior, e compradores remanescentes buscam imóveis cerca de £ 10 mil mais caros, com preço médio de £ 254.750 (alta de 4,3%); preço médio de toda a Inglaterra fica em £ 271.900.
- Em Londres, o preço médio para primeira compra ultrapassou £ 500 mil, chegando a £ 502.250; fora da capital, 53% das buscas são por casas de três dormitórios. O relatório também aponta que testes de acessibilidade de crédito ajudam a elevar os preços.
David Thomas, CEO em fim de mandato da Barratt Redrow, afirmou que o momento é o mais desafiador para compradores de primeira viagem desde a crise financeira. A declaração envolve a maior construtora britânica do setor e aponta fatores como juros elevados, dívidas estudantis e aperto salarial.
Segundo Thomas, o conjunto de pressões torna difícil para jovens obterem financiamento. Ele destaca que, ao atingirem um determinado salário, muitos precisam quitar empréstimos estudantis, reduzindo a renda considerada pelos bancos para empréstimos imobiliários. Isso amplia o público afetado pela dívida.
A situação também eleva a idade média do primeiro imóvel, contribuindo para desigualdades entre gerações. O executivo defende um pacote governamental dedicado aos compradores iniciantes, com participação de construtoras como Barratt Redrow, que já sinalizaram disponibilidade para colaborar.
Dados da Zoopla, por sua vez, indicam queda de 6% no número de compradores de primeira viagem em relação ao ano anterior. Entre os remanescentes, há disposição para adquirir imóveis com preço médio 254.750 libras, 4,3% acima do ano passado. O relatório aponta impacto de mudanças nos testes de elegibilidade de hipotecários.
Em Londres, o preço médio pago por compradores de primeira viagem ultrapassou 500 mil libras pela primeira vez, chegando a 502.250 libras, aumento de 15 mil libras em 12 meses. Fora da capital, 53% das consultas envolvem casas de três dormitórios.
Segundo a Zoopla, a maior parte do aumento de preço está ligado aos ajustes nos critérios de financiamento, que ampliaram o acesso a imóveis para esse público, ainda que o mercado como um todo tenha tido variação menor.
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