- A Sindona Desenvolvimento passa a atuar como desenvolvedora de ativos complexos urbanos, com portfólio que inclui data centers, projetos de uso misto e retrofit de edifícios comerciais em residenciais, sem executar as obras diretamente.
- A mudança de estratégia é inspirada na Brookfield, buscando conectar desenvolvimento de ativos com capital e inteligência de mercados, tornando a empresa um hub do mercado imobiliário brasileiro.
- A estruturação envolve um fundo imobiliário de desenvolvimento, com dois sócios complementares: Paulo Humberg, empreendedor do ShopTime, e Samuel Rossilho, ex-secretário de desenvolvimento e habitação de Campinas; a meta é atrair um investidor âncora de capital de impacto ainda em 2026.
- O pipeline atual inclui seis projetos: terreno de 480 hectares na zona leste de São Paulo para um data center de cerca de 1 gigawatt; retrofit de um edifício na zona oeste para 608 unidades residenciais estudantis; além de retrofit comerciais em São Paulo e Campinas e um projeto de uso misto em Osasco.
- O modelo passa a ter dois braços: Sindona Desenvolvimento, foco em ativos complexos sem execução direta; e Sim, braço de incorporação econômica. A empresa busca desinvestir ativos que não se encaixem até o fim deste ano.
Bruno Sindona anunciou uma mudança estratégica da Sindona Desenvolvimento para atuar como desenvolvedora de ativos urbanos complexos. Em entrevista à Bloomberg Línea, ele afirma que a empresa passa a priorizar projetos de uso misto, retrofit de escritórios em residenciais e data centers, buscando um papel similar ao de um hub no mercado imobiliário.
A meta é transformar ativos subutilizados em oportunidades de alto impacto urbano. Sindona sustenta que o Brasil possui um modelo entre desenvolvimento e crédito, e que a empresa quer atuar nesse espaço, próximo aos pilares que hoje embalam a Brookfield. O objetivo é destravar valor com inteligência de projeto e capital.
Para viabilizar o novo caminho, a incorporadora está estruturando um fundo imobiliário de desenvolvimento, com dois sócios de perfis complementares: Paulo Humberg, empreendedor do ShopTime, e Samuel Rossilho, ex-secretário de Campinas, responsável pela legislação de retrofit.
Pipeline da Sindona
A empresa já tem seis projetos em andamento. Na zona leste de São Paulo, um terreno de 480 hectares deverá se tornar um data center, posicionado entre o centro da capital e Praia Grande para cabos submarinos. A capacidade prevista é de 1 gigawatt.
Na zona oeste da capital, há retrofit de um edifício corporativo para 608 moradias estudantis. Também estão previstos retrofit de dois empreendimentos comerciais para uso residencial em SP e um na cidade de Campinas. Além disso, há um empreendimento de uso misto em Osasco.
A estratégia não prevê a execução direta das obras. A Sindona pretende adquirir o ativo, desenvolver a inteligência do projeto e atrair parceiros especializados para a construção, mantendo foco no desenvolvimento de ativos complexos.
Novo modelo de negócio
Desde 2025, a companhia opera com dois braços: a Sindona Desenvolvimento, dedicada a projetos urbanos complexos sem execução direta, e a Sim, empresa vinculada ao Minha Casa Minha Vida para a classe C. O objetivo é uma operação mais leve, com aquisição, planejamento e parcerias para a execução.
Segundo o CEO, esse modelo ajuda a enfrentar a atual conjuntura de mercado, marcada pela escassez de mão de obra, inflação de materiais e juros elevados. A meta é concluir o desinvestimento de ativos não alinhados ao novo desenho até o fim deste ano.
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