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Imóveis acima de 125 m² lideram valorização em SP, altas ficam fora dos nobres

Imóveis acima de 125 m² lideram a valorização em São Paulo (17,4% jan-maio de 2026), com altas concentradas fora dos bairros nobres

Com tíquete médio de R$ 1,82 milhão, apartamentos grandes lideram a alta no preço de imóveis na capital paulista
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  • Imóveis com mais de 125 m² foram os que mais valorizaram em São Paulo entre janeiro e maio de 2026, com alta de 17,4% frente ao mesmo período do ano anterior.
  • O tíquete médio desses imóveis chegou a R$ 1,82 milhão, enquanto a média da cidade subiu 11,3% no período.
  • No conjunto, imóveis de até 30 m² tiveram alta de 16,7%, com preço médio de R$ 367 mil.
  • Entre os bairros, os maiores aumentos de imóveis acima de 125 m² ficaram fora das áreas nobres, destacando Perus (alta de 113%), Jardim Helena (103%), Pari (82,5%) e Sé (80,8%).
  • Mesmo com valorização dos anúncios, o setor de alto padrão acumula estoques elevados, com imóveis acima de 180 m² chegando a 23 meses de estoque, segundo relatório do BTG Pactual com dados do Secovi-SP.

Os imóveis com mais de 125 m² lideraram a valorização em São Paulo entre janeiro e maio de 2026, segundo levantamento da Loft. A alta foi de 17,4% frente ao mesmo período de 2025, com base em 735 mil anúncios residenciais das principais plataformas digitais da cidade. O tíquete médio dessas unidades atingiu R$ 1,82 milhão.

Ainda que o segmento maior tenha puxado a alta, a média da cidade ficou em 11,3%. As faixas entre 30 e 65 m² registraram variação de 6,7%. Os imóveis acima de 125 m², portanto, contribuíram de forma decisiva para o recorte geral de preços.

Os compactos de até 30 m² vieram em segundo lugar, com alta de 16,7% e preço médio de R$ 367 mil. Entre os grandes, Perus liderou a valorização entre os imóveis acima de 125 m², com alta de 113% e tíquete médio de R$ 2,03 milhões.

Jardim Helena, Pari, Sé e Cidade Tiradentes aparecem logo atrás, com altas acima de 80% a 103%. Outros bairros com ganhos relevantes foram Iguatemi, Jardim Ângela, Parelheiros, Cidade Universitária e Parque do Carmo, variando entre 28% e 57%.

O levantamento aponta que o mapa de valorização não se restringe aos bairros nobres. Bairros da Zona Norte, Centro e Zona Leste aparecem entre os maiores aumentos, reforçando a tendência de alta fora das regiões mais tradicionais de luxo.

Na faixa de até 30 m², a alta de 16,7% tem motivação distinta: maior procura por opções com menor entrada e atração para investidores. Entre os bairros com maiores altas nessa categoria, destacam-se Mandaqui, Grajaú, Aricanduva, Cidade Líder e Campo Limpo.

Vila Nova Conceição aparece entre os locais de maior valorização entre compactos, sinalizando demanda de diferentes faixas de renda para unidades menores. Especialista da Loft afirma que esse movimento persiste, mesmo com crédito mais restrito.

A deterioração do cenário de alto padrão também é destacada. Dados do BTG Pactual, com base no Secovi-SP, indicam o pior momento de absorção em quase uma década. Estoque alto persiste em imóveis com mais de quatro dormitórios e acima de 180 m².

Para imóveis com mais de três dormitórios e preço acima de R$ 2,1 milhões, a deterioração é mais acentuada. O relatório mostra que, no ritmo atual, levaria mais de dois anos para zerar o estoque disponível desse segmento, sem novos lançamentos.

O levantamento da Loft serve como 1º retrato de trajetória recente, vindo à tona em linha com as informações divulgadas pela Forbes. A análise evidencia uma valorização mais intensa em áreas centrais e na Zona Leste, contraposta a preços nominais mais elevados na Zona Sul e Oeste, mas com variação menor.

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