- Compradores de primeira casa estão disputando imóveis mais baratos com investidores, alimentando um “up-crash” nos preços, mesmo com altas de juros.
- Em Brisbane, unidades de um quarto vêm aumentando próximo de vinte mil dólares por semana; uma unidade de dois quartos em Taringa foi vendida por novecentos e setenta mil dólares.
- O preço médio nacional subiu 0,8 por cento em fevereiro, mantendo a alta de janeiro, com a mediana chegando a quase novecentos e vinte e três mil dólares.
- Perth registrou alta de 2,3 por cento, equivalente a cerca de vinte e dois mil e quinhentos dólares; Brisbane, Adelaide e Hobart também cresceram acima de um por cento.
- Em janeiro, empréstimos a investidores aumentaram quase oito por cento em relação ao ano anterior, enquanto o total de financiamentos atingiu recorde de 2,44 trilhões de dólares.
O mercado imobiliário australiano segue com valorização na faixa de menor preço, impulsionada por compradores de primeira casa e investidores. Mesmo com o aumento das taxas de juros, houve demanda forte por imóveis acessíveis em várias cidades.
A procura por unidades mais baratas levou a um acirramento nos preços, especialmente em Brisbane. Em um fim de semana após o aumento da taxa pelo RBA, um único open house recebeu 55 interessados, entre compradores de primeira residência, investidores e quem pretende reduzir o tamanho do imóvel.
Mercado em alta na faixa acessível
O preço médio nacional subiu 0,8% em fevereiro, repetindo o mês anterior, elevando a mediana para quase 923 mil dólares. Perth registrou alta de 2,3%, com Brisbane, Adelaide e Hobart acima de 1%.
Em Sydney e Melbourne, os preços ficaram estáveis, influenciados pelo aumento de novas listagens. No entanto, a parte mais barata do mercado continuou em alta, com o quarto mais barato registrando ganho de 0,8% no mês.
Perspectivas e crédito
Dados do Banco da Reserva indicam forte atuação de crédito, com financiamentos a investidores crescendo quase 8% no último ano, frente a 6% para moradia de uso próprio. O valor total de empréstimos atingiu 2,44 trilhões de dólares.
Bancos intensificaram a competição por clientes, principalmente investidores, contribuindo para a queda dos juros de financiamento. Economistas estimam que novas altas de juros podem ocorrer, possivelmente em maio e, com certeza, até agosto.
Especialistas apontam que a estabilidade atual depende de condições de crédito, demanda por imóveis acessíveis e eventuais ajustes de políticas públicas, como deduções fiscais para proprietários.
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