- Imagbe Ehizomwengie, de 36 anos, ganhou €500.000 numa raspadinha Gratta e Vinci, mas não pôde sacar o prêmio por estar sem documentação.
- Ele chegou à Itália em 2016 após uma jornada pelo Mediterrâneo a partir da Líbia, onde ficou detido por dois anos.
- O pedido de proteção especial, que poderia conceder residência, foi negado em 2023 pelo governo de Giorgia Meloni.
- Sem conta bancária, ele sobreviveu vendendo lenços e ocasionalmente tentando a sorte nas raspadinhas; parte do dinheiro acabou usado para abrir a loja Mama Africa, em Falconara, Marche.
- O tribunal de Ancona determinou a concessão da permissão de residência, levando em conta o italiano competente de Ehizomwengie, seu trabalho na loja e a nova independência financeira.
A imigrante nigeriano Imagbe Ehizomwengie, de 36 anos, venceu €500 mil em um scratchcard italiano, mas não pôde sacar o prêmio por ainda não possuir autorização de residência. Mesmo assim, teve a situação financeira resolvida ao obter, recentemente, a permissão de residência na Itália.
Ehizomwengie chegou à Itália em 2016 após uma viagem difícil pelo Mediterrâneo, incluindo dois anos de cativeiro na Líbia. Antes do ganho, trabalhava como vendedor de rua e ocasionalmente comprava raspadinhas na esperança de melhorar de vida.
A luta pelo saque do prêmio começou pela impossibilidade de abrir uma conta bancária sem residência. Com parte do dinheiro, um familiar foi lesado por um amigo que transferiu a maior parte do valor para outra conta, que financiou a abertura de uma loja em Falconara, na região Marche.
O caso e a decisão judicial
Um advogado de Ehizomwengie, Andrea Palazzeschi, informou que a Justiça reconheceu a elegibilidade do imigrante para a residência com base em habilidades de trabalho, situação financeira independente recente e no aprendizado do idioma. A decisão não decorre apenas do prêmio.
Segundo Palazzeschi, Ehizomwengie demonstrou ser um candidato adequado por ter atuação comercial e independência econômica comprovadas. A avaliação destacou que a vida no país, com participação no mercado local, ajudou a consolidar o direito à permanência.
Contexto da rede de apoio e próximos passos
A história ganhou notoriedade em Falconara, onde Ehizomwengie pretende organizar uma celebração para amigos e a comunidade. Ele afirma a intenção de manter os pés no chão, buscar trabalho estável e levar uma vida cotidiana normal.
No Brasil, especialistas em imigração ressaltam que casos como o dele costumam depender de evidências de integração social e capacidade de sustento, além de documentos que comprovem a situação legal. A situação reforça debates sobre políticas de proteção a migrantes.
Entre na conversa da comunidade