- Wael Tarabishi, de trinta anos e com doença progressiva de Pompe, morreu no dia 23 de janeiro após deterioração de saúde durante a detenção do pai, Maher Tarabishi, pelo ICE.
- Maher foi detido em outubro, durante uma visita de rotina ao escritório de campo em Dallas, onde havia permanecido como cuidador principal do filho.
- Sem a presença de Maher, Wael precisou de hospitalização frequente e de várias cirurgias, enquanto a família pedia pela liberação temporária ou por comunicação com o filho.
- Após a morte de Wael, a família e o advogado solicitaram que o ICE permitisse a Maher comparecer ao funeral sob supervisão, decisão que foi negada.
- O ICE alegou, sem confirmação, que Maher seria membro da Organização para a Libertação da Palestina (PLO), — afirmação contestada pela defesa, que afirma que ele não pertence à PLO.
Wael Tarabishi, 30 anos, morreu após o pai, Maher Tarabishi, ficar detido pela ICE e ser impedido de comparecer à despedida. Wael vivia com uma doença muscular progressiva ligada à distrofia de Pompe, desde a infância, e dependia do cuidado do pai, que também atuava como seu cuidador principal.
Maher chegou aos Estados Unidos em 1994, em visto de turista, depois pediu asilo. O pedido foi negado em 2006, mas ele permaneceu em regime de liberação supervisionada. Quando foi preso, não possuía antecedentes criminais, o que eleva o choque entre a guarda pela família e o tratamento recebido.
Wael foi hospitalizado repetidamente e passou por várias cirurgias durante o período em que Maher permaneceu detido. A família pediu a liberação temporária de Maher para acompanhar o filho, sem sucesso, segundo fontes da defesa.
Detenção e desdobramentos
O falecimento de Wael ocorreu em 23 de janeiro, em hospital da região. A família e o advogado Ali Elhorr acompanharam de perto o caso, buscando permitir que Maher comparecesse ao funeral sob supervisão. Segundo Elhorr, havia indícios de que a transferência de Maher para uma unidade próximo de casa já estava sendo avaliada.
Documentos apresentados pelo advogado mostram que a gestão da ICE discutia a possibilidade de viabilizar a presença de Maher no velório, mas a decisão final negou o comparecimento. A agência informou que não havia solicitação oficial no momento, o que contrasta com relatos de conversas entre oficiais.
A defesa contesta a alegação de que Maher integra a Organização de Libertação da Palestina (PLO), apontando que a acusação não condiz com o histórico dele. A afirmação de ligação com a PLO teria origem em processos antigos de imigração, defendem.
Reação e impacto
A família descreve o detenção como traumática, com consequências para Wael e para o cuidado médico dele. O pai, que permanece detido, está a quase três horas de distância da residência familiar, dificultando visitas e contato frequente.
Enquanto o caso ganha atenção de advogados e organizações, a família segue sem confirmação de qualquer possibilidade de participação de Maher no funeral, o que agrava a dor pela perda. A reportagem não obteve resposta direta da ICE sobre o julgamento final do pedido.
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