- A vala comum de cento e dezenove marinheiros, soterrados em Happisburgh após o naufrágio do HMS Invincible em mil oitocentos e um, pode ser exumada para evitar que os restos sejam expostos pela erosão costeira.
- O Invincible afundou na costa de Norfolk, a caminho de se juntarem-se à frota de Horatio Nelson na Batalha de Copenhagen, e os restos foram enterrados na igreja de St Mary’s em Happisburgh.
- O grupo Conselho do Distrito de North Norfolk concordou em realizar um levantamento com radar de penetração no solo (GPR) no cemitério ainda neste verão, para localizar com precisão a massa de ossos.
- A 1805 Club, entidade que preserva o patrimônio naval, pediu autorização para exumar os restos e recom reburiá-los no mar, com apoio da Marinha Real.
- Entre as identidades desconhecidas está o capitão da embarcação, John Rennie; pesquisas históricas apontam que o acidente foi atribuído a falha do piloto que ignorou avisos sobre recifes rasos.
O Conselho Distrital de North Norfolk (NNDC) pode exumar ossadas de 119 marujos enterrados na igreja de St Mary’s, em Happisburgh, para evitar que sejam expostas pela erosão costeira. As vítimas, mergulhadas como resultado do naufrágio do HMS Invincible em 1801, estavam sendo enterradas próximo ao local do naufrágio.
O navio afundou no litoral de Norfolk a caminho da frota de Horatio Nelson, na Batalha de Copenhagen. Entre os desaparecidos está o capitão John Rennie, cuja identidade ainda é majoritariamente desconhecida entre os cadáveres enterrados. O naufrágio deixou apenas 190 sobreviventes entre uma tripulação de 590 homens.
Aeros, NNDC pretende realizar um levantamento por radar de penetração no solo (GPR) ainda neste verão para mapear com precisão o local do jazigo. A iniciativa partiu de The 1805 Club, que busca autorização para exumar e, posteriormente, recomputar as ossadas no mar com apoio da Marinha Real.
Avanços e interesses
A pesquisa visa confirmar a localização exata do jazigo e avaliar a viabilidade de uma exumação. Caso aprovada, a proposta é devolver as ossadas ao mar próximo ao naufrágio, com participação parcial da Marinha. O relatório de coastal erosion já alertou sobre o risco de novos desmoronamentos que poderiam expor restos humanos em Happisburgh.
A autoridade local ressalta a importância da colaboração entre a igreja local, a diocese e as autoridades costeiras para orientar os próximos passos. Historiadores e curadores destacam que o caso envolve património naval e memória coletiva de uma era naval no Reino Unido.
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