- Morreu aos 87 anos o historiador italiano Carlo Ginzburg, pioneiro da micro-história; anúncio divulgado pela filha Lisa Ginzburg em post no Instagram.
- Nascido em Turim, em 15 de abril de 1939, era filho de Natalia Ginzburg e Leone Ginzburg.
- Foi professor na Universidade de Bolonha, na Scuola Normale Superiore de Pisa e na Universidade da Califórnia (UCLA).
- É autor de Il formaggio e i vermi, publicado em 1976, obra que reconstrói a visão de mundo de um moleiro do século XVI.
- Defensor de Adriano Sofri, condenado a 22 anos em 1997 pelo assassinato de um delegado, cuja prisão terminou em 2012.
O historiador italiano Carlo Ginzburg, de 87 anos, morreu nesta quarta-feira, 17, conforme confirmou sua filha. A morte foi anunciada pela família sem detalhar a causa.
Ginzburg foi pioneiro da micro-história, abordagem que investiga fatos em pequena escala para contestar modelos históricos amplos. Sua obra destacou a cultura popular e crenças da Itália renascentista.
Ao longo da carreira, lecionou na Universidade de Bolonha, na Scuola Normale Superiore de Pisa e na UCLA, nos Estados Unidos. Sua atuação ficou marcada pela crítica a grandes estruturas explicativas da história.
Ginzburg também participou de debates sobre justiça e política. Esteve entre apoiadores do jornalista Adriano Sofri, condenado por assassinato, em 1972. Sofri foi libertado em 2012.
Nascido em Turim, em 15 de abril de 1939, ele era filho de Natalia Ginzburg e Leone Ginzburg. A família teve forte atuação intelectual e antifascista.
Entre suas obras mais célebres está Il formaggio e i vermi, publicado em 1976. O livro reconstrói o mundo de um moleiro do século XVI, ampliando o campo de estudo da micro-história.
Legado e obra
A contribuição de Ginzburg para a história permanece na metodologia de investigações detalhadas e na valorização de fontes populares. Seu trabalho influenciou estudos sobre julgamentos de bruxaria e crenças mágicas.
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