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Sítio arqueológico de 1.000 anos é demolido na fronteira México-EUA

Contrato do Departamento de Segurança Interna destruiu intágio de mil anos no Refúgio Cabeza Prieta, gerando preocupação cultural e arqueológica moura

The Cabeza Prieta Wildlife Refuge, where a 1,000-year-old intaglio was recently bulldozed during construction the Mexico-US border wall
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  • Em 24 de abril, máquinas de uma empreiteira ligada ao Departamento de Segurança Interna demoliram um intaglio de areia de cerca de mil anos no deserto de Sonora, a aproximadamente 150 pés da fronteira México–EUA.
  • O sítio fica dentro da Cabeza Prieta National Wildlife Refuge, zona remota do Arizona, parte de uma biosfera sancionada pela UNESCO.
  • O intaglio tinha cerca de 280 pés por 50 pés e retratava a forma de um peixe.
  • Comunidades O’odham e especialistas afirmam que a obra era culturalmente significativa e que houve aviso prévio não seguido pelos responsáveis.
  • Pesquisadores ouvidos pela imprensa destacam que o local é único e que a destruição impede estudos e desloca o patrimônio arqueológico da região.

O que aconteceu: um motorista de uma empresa contratada pelo Departamento de Segurança Interna desmatou um intaglio de areia de cerca de 1.000 anos durante obras da barreira na fronteira México–EUA, no deserto de Sonora, no sudoeste do Arizona, no dia 24 de abril.

Onde e quem: o site fica na Cabeza Prieta, dentro de uma área de proteção de vida silvestre nos arredores da fronteira. A região é sagrada para comunidades indígenas locais e integra uma biosfera da UNESCO.

Contexto e por quê: a obra ocorre no contexto de construção da fronteira, o que gerou críticas sobre impacto cultural e ambiental. A área abriga mais de 3.000 petroglifos e diversos ecossistemas frágeis.

Desdobramentos e relatos

A líder indígena Lorraine Eiler (Hia-Ced O’odham) afirma que a destruição é um desrespeito às tradições. Ela relata que avisos foram dados por runners e pela comunidade, mas não houve resposta eficaz. Eiler descreve o ato como deliberado.

A extensão atingida mede cerca de 70 pés de comprimento, representando a forma de um peixe, possivelmente ligado aos povos da região. Especialistas em arqueologia classificam o episódio como grave dano ao patrimônio.

Profissionais ouvidos pela imprensa especializada classificam o ocorrido como um rompimento de preservação. O arqueólogo Rick Martynec compara a destruição a linhas de Nazca, destacando o valor cultural perdido.

A preservação de complexos de intaglios na região exige novas visitas e fotografias aéreas, segundo Aaron Wright, da Archaeology Southwest. Segundo ele, a situação dificulta estudos adicionais enquanto a fronteira permanece transformada pelo muro.

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